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Domingos viveria seu primeiro vilão, mas acabou ganhando papel de herói

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LÍGIA MESQUITA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Domingos Montagner não estava escalado inicialmente para viver o protagonista herói Santo dos Anjos, de "Velho Chico".

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Ele seria um político inescrupuloso em "A Lei do Amor", novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, que estrearia antes de "Velho Chico", mas que foi adiada pela Globo.

Em setembro do ano passado, durante o lançamento da série "Romance Policial - Espinosa", do GNT, na qual interpretou o detetive homônimo dos livros de Garcia-Roza, Montagner comentou com a Folha de S.Paulo que estava animado para fazer o seu primeiro vilão na televisão. Principalmente por causa do contexto político do Brasil.

Um mês depois, com a inversão da ordem das novelas na Globo, uma surpresa. Domingos foi tirado do elenco de "A Lei do Amor" para virar o protagonista de "Velho Chico".

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"Seria bacana fazer meu primeiro vilão, mas também nunca tinha feito um herói e estou achando tão interessante quanto", disse ele à Folha, em abril.

Para ele, interpretar o herói carismático nos dias atuais era algo complicado. "Não falo pelos atores, mas pela dramaturgia. É difícil ver um herói bem construído, passar credibilidade."

O ator contou que para o trabalho de composição de Santo dentro desse arquétipo do herói, o diretor Luiz Fernando Carvalho havia passado a orientação para o personagem ser de um caminho de luz. "Ele leva a importância do amor para qualquer conflito. É o amor que conduz o Santo", disse Domingos.

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Na festa de lançamento de "Velho Chico", um mês antes desse encontro com a reportagem, Domingos já mostrava seu grau de envolvimento com a trama de Benedito Ruy Barbosa. Ao ouvir o autor falar sobre a importância do amor ao ver as primeiras imagens do folhetim, a reportagem presenciou Domingos indo às lágrimas.

A novela foi a primeira de Benedito da qual ele participava. "Ele tem um escrita que busca a ancestralidade, é uma escrita de raiz", falou, ressaltando o caráter épico da trama. O épico é uma coisa que sempre encanta as pessoas porque leva para o aspecto da superação. Para o país é uma coisa boa da gente falar."

Para o ator, a crítica social em "Velho Chico" era inteligente porque escolhia o afeto. "Falamos de questões importantes do país que precisam ser vistas de maneira urgente, mas isso é feito por meio do amor, não do rancor. É um caminho mais eficiente até o coração do público."

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