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Para palestrantes, investimento em educação deve se basear em pesquisa

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IARA BIDERMAN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A educação brasileira, especialmente o ensino médio, sofre de uma fragilidade extrema. Investimento na gestão escolar ajuda a mudar essa situação. É essencial basear as políticas adotadas em pesquisas e evidências científicas.

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Esses foram os principais aspectos ressaltados na abertura do seminário internacional Caminhos para a Qualidade da Educação Pública: Impactos e Evidências, uma correalização do Instituto Unibanco e da Folha de S.Paulo, com apoio do Insper.

Pedro Moreira Salles, presidente do Instituto Unibanco, Maria Cristina Frias, colunista da Folha, e Mendonça Filho, ministro da Educação, participaram da abertura do evento, nesta quinta (15), no teatro do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

"O que nos trouxe aqui foi a crença no poder transformador da educação", disse o empresário Pedro Moreira Salles, acrescentando que os resultados ainda estão longe dos desejados.

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"Precisamos da boa gestão para ultrapassar o muro que separa a sociedade que temos hoje da que queremos alcançar." O presidente do Instituto Unibanco defende um monitoramento dos projetos por pesquisas com protocolos científicos, como os usados na medicina.

Um exemplo é o uso de grupos de controles: uma parte das escolas adota determinado projeto e depois é comparada às instituições de ensino nas quais as ações ainda não foram realizadas.

O Instituto Unibanco submeteu seu projeto Jovem de Futuro a uma avaliação desse tipo e o resultado mostrou um incremento de quase um ano de aprendizado em relação ao que é esperado no ensino médio.

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Em parceria com secretarias estaduais de Educação, o Jovem de Futuro trabalha com planejamento, assessoria técnica e formação de diretores de escolas e dirigentes regionais. Segundo Moreira Salles, desde que foi criado, em 2008, já beneficiou cerca de 2 milhões de estudantes.

A jornalista Maria Cristina Frias lembrou que o seminário acontece em meio a campanhas eleitorais. "Os novos prefeitos terão a chance de multiplicar experiências de sucesso ou de tentar inventar a roda com programas que já se mostraram ineficientes. O que se espera dos governos é um exame rigoroso do impacto das políticas educacionais. Não se aceitam mais planos voluntariosos, sem embasamento científico", afirmou.

Maria Cristina Frias ressaltou também a importância da formação e valorização dos professores. "Temos que investir em formação continuada ou condenar boa parte da sociedade a permanecer à margem do conhecimento e o Brasil, a crescer muito menos que seu potencial", afirmou a jornalista.

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Mendonça Filho, que disse ter assumido o ministério da Educação com o enorme desafio de superar o "flagelo do acúmulo de deficiências na educação", sugeriu que um dos caminhos é a maior autonomia dos Estados e municípios sobre uma base curricular nacional comum.

O ministro afirmou também que a reforma do ensino médio, incluindo a flexibilização do currículo e mudanças na lei de diretrizes, deve sair até o final do ano. "Nem que seja por medida provisória", disse Mendonça Filho em coletiva após o debate. "Temos consciência de que, em qualidade de ensino, estamos muito distante do que deveria ser o país que tem a oitava economia do mundo", disse.

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