Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Ex-prisioneiro de Guantánamo deixa estado de coma no Uruguai

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O sírio Jihad Diyab, ex-prisioneiro de Guantánamo que deixou o Uruguai rumo à Venezuela em julho, deixou o estado de coma superficial nesta quinta-feira (15), mas ainda apresenta um quadro de saúde muito frágil, segundo a equipe médica que o acompanha.

Diyab está em greve de fome há mais de um mês e não ingeria líquidos havia 12 dias quando teve um desmaio nesta quarta e permaneceu inconsciente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Ao despertar, na noite de quarta, o sírio teria retirado o soro, segundo o grupo "Vigília por Jihad Diyab", que tem acompanhado Diyab desde sua volta ao Uruguai e divulgado notícias sobre ele nas redes sociais.

De acordo com a médica Julia Galzerano, o soro foi administrado na quarta porque o ex-prisioneiro estava extremamente desidratado.

O grupo disse ainda na nota divulgada que Diyab, 45, sente dores, mas está consciente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a greve de fome, o sírio quer pressionar o Uruguai a enviá-lo à Turquia ou a outro país para se reencontrar com a mulher e as três filhas.

Foi esse o motivo que o levou, em julho, a Caracas, onde esperava receber apoio de um governo crítico aos EUA.

A pressão já estaria surtindo efeito. Segundo José Luis Cancela, vice-chanceler uruguaio, o ministro Rodolfo Nin Novoa estava nesta quarta nos EUA para "obter a maior cooperação possível das autoridades americanas" para transferir o sírio a outro país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mulher de Diyab, refugiada em Ancara com as três filhas do casal, não quer ir para o Uruguai.

A saúde de Diyab está mais comprometida porque ele já fizera uma longa greve de fome enquanto estava em Guantánamo. Na prisão, chegou a ser submetido a alimentação forçada com sonda, o que fez com que seus advogados entrassem com um processo contra o governo dos EUA.

O sírio caminha até hoje com a ajuda de muletas e tem problema nos rins.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

VENEZUELA

No fim de junho, o governo uruguaio revelou que não sabia onde estava Diyab e que ele poderia ter cruzado a fronteira com o Brasil. Em 26 de julho, ele bateu à porta do consulado uruguaio em Caracas, após cruzar o continente de ônibus, passando pelo Brasil.

Como todos os outros ex-prisioneiros de Guantánamo, Diyab tem status de refugiado no Uruguai e não é impedido de deixar o país. Apesar de haver uma discussão sobre se o sírio ainda poderia retornar ao país como refugiado, o governo uruguaio negou que sua condição tenha mudado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No consulado em Caracas, ele pediu para ser mandado para a Turquia, mas não foi atendido. No mesmo dia, o ex-prisioneiro deixou a representação diplomática e foi detido por agentes venezuelanos.

Diyab foi preso em 2002, no Paquistão, suspeito de ligação com a rede terrorista Al Qaeda. Ficou 12 anos detido em Guantánamo, sem nenhuma acusação formal, até ter sua transferência liberada.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV