'Brexit' não é o fim da UE, afirma presidente da Comissão Europeia
DIOGO BERCITO
MADRI, ESPANHA (FOLHAPRESS) - Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, afirmou nesta quarta-feira (14) que a saída do Reino Unido não significará o fim da União Europeia. Ele pediu mais coesão no bloco e afirmou que os próximos doze meses serão cruciais.
Entre as propostas concretas apresentadas por Juncker está uma maior coordenação entre os Exércitos europeus e avanços a uma guarda costeira conjunta para lidar com a chegada de migrantes.
No próximo mês, 200 policiais poderiam ser enviados à fronteira entre Turquia e Bulgária, por exemplo.
Juncker discursou durante uma hora ao Parlamento europeu, em Estrasburgo (França). Sua fala foi vista como uma prévia do que será discutido na sexta-feira (16) em Bratislava, na Eslováquia, no encontro informal de líderes europeus.
Será a primeira reunião sem o Reino Unido, que decidiu em 23 de junho deixar o bloco -o voto pela saída é conhecido como "Brexit".
Para Juncker, o "brexit" é um alerta a respeito dos desafios à sobrevivência da União Europeia em tempos de crescente nacionalismo.
Uma das estratégias necessárias, disse, é explicar melhor o projeto europeu a seus cidadãos. Por exemplo, visitando parlamentos nacionais e discutindo suas políticas. "Nós ouvimos nossos cidadãos e queremos fazer isso com mais intensidade."
O presidente da comissão também anunciou que, com vistas ao crescimento do bloco, irá dobrar um fundo de investimento com foco em infraestrutura digital e energia, chegando a 630 bilhões de euros em 2022.
Ele destacou, ainda, um auxílio financeiro para países africanos como medida para diminuir o fluxo de migrantes à Europa.
A crise de refugiados é um dos principais problemas na União Europeia, impulsionando partidos xenófobos em países como França e Alemanha.
