"Ser prático não é errado", diz Bruno Barreto sobre escolha para o Oscar
GUILHERME GENESTRETI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - "A decisão de ser prático não é errada no Oscar", diz o cineasta Bruno Barreto, que presidiu a comissão que elegeu o filme "Pequeno Segredo" para representar o Brasil no maior prêmio do cinema.
O longa disputará uma das cinco vagas na categoria de melhor filme estrangeiro com produções do mundo todo.
"Os membros da Academia, que votarão no vencedor, são muitos e variados, mas os que escolhem os cinco filmes que serão indicados são mesmo mais velhos. Existe, sim, um padrão", afirma à reportagem.
Ele se refere à polêmica da escolha de "Pequeno Segredo", que desbancou 15 filmes, incluindo o favorito, "Aquarius", de Kleber Mendonça Filho. O vencedor é um longa que ainda não estreou no país.
O diretor diz que a "votação foi lisa" e que não houve partidarização. Mas criticou a ausência de duas das integrantes da comissão: Adriana Rattes e Carla Camurati, que não compareceram à deliberação, na segunda (12), e enviaram os votos por e-mail.
"Isso teve impacto no resultado", diz. "Aquarius" ganhou quatro votos, incluindo os das duas ausentes. "Pequeno Segredo" recebeu outros quatro, e "Nise" teve um. Na última rodada de discussões, o voto de "Nise" migrou para "Pequeno Segredo".
