Polícia do Paraná se retrata após chamar ação de 'Operação Feminazi'
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia do Paraná foi criticada nas redes sociais nesta segunda-feira (12) por batizar uma ação policial de "Operação Feminazi". O termo, pejorativo, costuma ser usado em referência a feministas.
Na ação, ocorrida na segunda, uma quadrilha de 13 pessoas suspeitas de traficarem drogas foi presa em Paranavaí (PR).
Três membros da quadrilha eram mulheres, inclusive a identificada como líder, de 37 anos. Ela cumpre, atualmente, prisão domiciliar e se trata com hemodiálise três vezes por semana, devido a um problema nos rins.
A operação foi chamada de "Feminazi" pelo fato de a quadrilha ser liderada por uma mulher, informou a Polícia Civil do Paraná.
Após ser criticada em redes sociais pela escolha do nome, a polícia se retratou e retirou a menção ao nome do seu comunicado.
"O Departamento da Polícia Civil do Paraná informa que não teve nenhuma intenção de desrespeitar o movimento feminista", disse a instituição em nota. "A Direção da Polícia Civil expediu uma recomendação aos delegados para que redobrem a atenção no momento em que dão nome às operações para evitar qualquer tipo de transtorno."
Segundo a polícia, a líder da quadrilha é responsável por "toda a logística de tráfico de drogas em Paranavaí", cidade no noroeste do Paraná com 86 mil habitantes.
