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Arquiteto Paulo Mendes da Rocha recebe o Prêmio Imperial do Japão

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RAUL JUSTE LORES

SAO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O arquiteto Paulo Mendes da Rocha, 87, recebeu o Prêmio Imperial do Japão, um dos mais prestigiosos do mundo -meses depois de ter sido agraciado com o Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza, pelo conjunto da sua obra. O anúncio foi feito nesta terça, 13, em Tóquio.

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O prêmio é dividido em cinco categorias: pintura, arquitetura, escultura, música e teatro/cinema. Junto a Mendes da Rocha, foram agraciados o cineasta americano Martin Scorsese, a artista americana Cindy Sherman, a escultora francesa Annette Message e o violinista letão Gidon Kremer (música).

A premiação acontecerá em Tóquio no dia 18 de outubro e cada premiado receberá 15 milhões de ienes (cerca de R$ 480 mil) e uma medalha, entregue pelo príncipe Hitachi. O brasileiro deve ser representado na premiação pelo filho, o também arquiteto Pedro Mendes da Rocha.

Ele é o segundo brasileiro a merecer essa distinção japonesa -o primeiro foi Oscar Niemeyer, em 2004. Entre outros artistas homenageados pelo Prêmio Imperial, estão Norman Foster, Ingmar Bergman, Peter Brook, Renzo Piano, Frank Gehry e David Hockney.

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Por coincidência, a primeira mostra da obra do arquiteto no Japão será aberta no dia 24 deste mês, na galeria GA, de Tóquio, com desenhos, fotos e textos de 12 de seus projetos.

Em pouco mais de um ano, será a terceira exposição de arquitetura brasileira na capital japonesa, depois de uma dedicada a Niemeyer no Museu de Arte Contemporânea de Tóquio e outra para Lina Bo Bardi no museu Watari. O embaixador brasileiro no país, André Correa do Lago, entusiasta da área, também é crítico de arquitetura.

O Prêmio Imperial foi estabelecido em 1988 para celebrar o centenário da Associação de Arte do Japão, estabelecida pela Casa Imperial nipônica (e também como homenagem ao príncipe Takamatsu, que presidiu a organização por 58 anos). A primeira entrega dos prêmios aconteceu em 1989.

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Formado pelo Mackenzie em 1954 e nascido em Vitória (ES) em 1928, Paulo Mendes da Rocha já teve outro vínculo direto com o Japão, ao desenhar em 1970 o Pavilhão do Brasil para a Feira Universal de Osaka. Em comunicado divulgado pela associação, ele disse que o mês que passou naquele país "foi uma das maiores aventuras da minha vida".

Na mesma declaração, ele diz como recebeu a homenagem. "Não é um prêmio para mim, como pessoa, mas um jeito de comemorar nossa amizade, o povo do Japão e o povo do Brasil".

Autor de projetos como o Museu Brasileiro da Escultura, o Mube, na avenida Europa, da reforma da Pinacoteca do Estado, do ginásio do Clube Atlético Paulistano e do pórtico da praça do Patriarca, Mendes da Rocha também já tinha recebido o prêmio Pritzker em 2006, considerado o Nobel da Arquitetura. Com esses três prêmios (Pritzker, Leão e Imperial), ele já é o arquiteto brasileiro vivo mais premiado.

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