Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Militares aposentados criticam política de Obama e anunciam apoio a Trump

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARCELO NINIO

WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, divulgou nesta terça (6) uma carta de apoio com a assinatura de 88 generais da reserva, numa resposta aos questionamentos sobre sua capacidade de ser o comandante-em-chefe dos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A carta reforça a mensagem de Trump de que o poderio militar americano ficou mais fraco durante o governo de Barack Obama e que a candidata presidencial democrata, Hillary Clinton, não tem credibilidade para chefiar as Forças Armadas.

"Nos últimos oito anos, as Forças Armadas americanas foram sujeitas a uma série de cortes de orçamento imprudentes e debilitadores, decisões políticas e operações de combate que deixaram os soberbos homens e mulheres de farda menos capazes de desempenhar suas missões vitais no futuro do que precisamos que eles sejam", diz o manifesto.

"Por este motivo, nós apoiamos Donald Trump e seu compromisso de reconstruir nossas Forças Armadas, proteger nossas fronteiras, derrotar nossos adversários islâmicos supremacistas e restaurar a lei e a ordem domesticamente. Exortamos nossos compatriotas americanos a fazerem o mesmo."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A menção aos "supremacistas islâmicos" se encaixa no discurso de Trump que critica Obama e Hillary constantemente por não usarem o termo "terror islâmico radical" quando falam dos autores de atentados inspirados por fundamentalistas islâmicos. Obama já disse que não usa o termo "islã radical" para não dar legitimidade a líderes terroristas como os do Estado Islâmico.

A carta dos generais também inclui uma crítica a Hillary, considerada cúmplice de Obama no "esvaziamento" militar dos EUA. Hillary comandou a diplomacia de Obama em seu primeiro mandato como presidente (2009-2013).

Um dos signatários da carta, o general William G. Boykin, foi criticado pelo então presidente, George W. Bush, por descrever o combate ao terrorismo como uma guerra religiosa entre cristãos e muçulmanos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Como líderes militares da reserva dos EUA, nós acreditamos que uma mudança só pode ser feita por alguém que não esteve profundamente envolvido e foi substancialmente responsável pelo esvaziamento de nossas Forças Armadas e as ameaças emergentes que nosso país enfrentam ao redor do mundo", afirmam.

As declarações bombásticas de Trump sobre segurança nacional e política externa ao longo da campanha fizeram com que muitos especialistas colocassem em dúvida seu temperamento e discernimento para comandar o maior Exército do mundo, incluindo em seu partido.

Algumas das ideias mencionadas pelo bilionário, como diminuir o papel dos EUA na Otan (aliança militar ocidental), contrariam princípios que nortearam a diplomacia americana nas últimas décadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTROVÉRSIAS

No mês passado, 50 especialistas em segurança que trabalharam em governos republicanos divulgaram uma carta de repúdio a Trump, alertando que ele seria "o presidente mais imprudente da história dos EUA".

Também não pegou bem entre os militares a alfinetada de Trump no senador e ex-candidato presidencial republicano John McCain, prisioneiro por seis anos na Guerra do Vietnã e que é considerado um herói nacional. "Gosto de pessoas que não foram capturadas", disse Trump.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alguns dos signatários da carta de apoio a Trump manifestaram reserva a essas e outras declarações do empresário, mas concluíram que ele é a melhor opção. "Ele tem o temperamento para ser comandante-em-chefe", disse o organizador da carta, o general da reserva Sidney Shachnowe, sobrevivente do Holocausto com 40 anos de carreira militar.

A carta é divulgada numa semana em que os dois candidatos participam de um programa de entrevista na TV sobre segurança nacional e dias depois de Hillary ter recebido o endosso de dois generais. Entre os militares que apoiam a ex-secretária de Estado, Trump na Presidência é perigo certo.

"Não vejo uma visão estratégica. Só o que vejo é a desconstrução de uma estrutura que trouxe paz e mais estabilidade no mundo nos últimos anos do que jamais tivemos. Se essa estrutura desmoronar, ninguém sabe quais serão as consequências", disse o general da reserva Wesley Clark.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV