Ataques em cidades controladas pelo regime de Assad matam 43 na Síria
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao menos 43 pessoas morreram nesta segunda-feira (5) em uma série de atentados em cidades da Síria controladas pelo regime do ditador Bashar al Assad, informou a mídia estatal síria.
O maior ataque aconteceu em uma ponte na região de Tartus, no litoral da Síria, e deixou 30 mortos e 45 feridos. Primeiro, um carro-bomba explodiu. Em seguida, enquanto pessoas chegavam para socorrer os feridos da primeira explosão, um homem-bomba apareceu e se explodiu.
A cidade, onde está localizada uma base naval russa, não havia sido palco da violência da guerra civil síria até este ano. Em maio, ataques reivindicados pela facção terrorista Estado Islâmico mataram mais de 170 pessoas.
Em Hasakah, no nordeste do país, ao menos oito pessoas morreram após uma explosão. A região é controlada majoritariamente por milícias curdas, mas o regime está presente em algumas localidades.
Quatro pessoas morreram e sete ficaram feridas depois que um carro-bomba explodiu em Homs, terceira maior cidade da Síria, localizada no oeste do país, informou a agência estatal Sana.
Uma explosão em uma estrada a oeste da capital, Damasco, deixou um morto e três feridos.
Os ataques desta segunda-feira não foram reivindicados por nenhuma organização, mas o Estado Islâmico já atacou essas cidades em outras ocasiões.
FRACASSO NO G-20
Estados Unidos e Rússia fracassaram em chegar a um acordo sobre a Síria durante a reunião de cúpula do G-20 -grupo das 20 maiores economias do planeta- encerrada nesta segunda (5) na China.
Segundo um diplomata americano, as negociações entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, terminaram sem acordo.
Neste domingo (4), Washington havia acusado Moscou de ter recuado em alguns pontos das negociações, tornando impossível um acordo de cooperação entre as duas potências.
Estados Unidos e Rússia, que realizam em separado ataques aéreos na Síria contra extremistas, divergem sobre o futuro do ditador Bashar al Assad, apoiado por Moscou.
