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Agosto é o 3 mais chuvoso desde 1995 e eleva níveis dos reservatórios de SP

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O mês de agosto deste ano foi o terceiro mais chuvoso dos últimos 21 anos na cidade de São Paulo, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), ligado à Prefeitura de São Paulo.

A cidade acumulou 68,5 mm, quase o triplo do esperado para o mês (25,3 mm) -170% acima da média histórica para o mês de agosto. Esse volume de chuva trouxe alívio para os principais reservatórios que abastecem a região metropolitana, já que o mês de julho de 2016 havia sido o quinto mais seco desde 1995, o que deixou os reservatórios com baixos índices pluviométricos.

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De acordo com o meteorologista, a cidade de São Paulo teve apenas oito dias com chuva, sendo o dia 21 de agosto o mais chuvoso e o segundo maior em volume de chuvas em um período de 24 horas desde 1995, início da série histórica. Segundo o CGE, a cidade acumulou neste dia 30,9 mm -índice que supera o esperado para todo o mês.

O agosto com mais dias de chuva, desde 1995, foi registrado em 2011, quando São Paulo teve 15 dias e um volume acumulado de 47,6 mm. Já os meses de agosto mais chuvosos foram registrados em 2000 (73,8 mm) e 2008 (73,4 mm) e os dois menos foram nos anos de 2007, que não choveu, e o de 2012, com 0,1 mm.

"O elevado índice pluviométrico deste mês se deve à passagem de várias frentes frias e à formação de áreas de instabilidade, que em seu deslocamento atingiram São Paulo", afirma Adilson Nazário, meteorologia do CGE.

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O meteorologia lembra ainda que as temperaturas ficaram dentro do esperado de acordo com a média histórica em agosto, sem recordes de frio ou registrou de algum fenômeno climático. Entretanto, diz Nazário, no dia 29 foi registrada a tarde mais quente do inverno, com 31,3°C, em média na cidade.

Se considerado o período de inverno, que este ano começou em 20 de junho, a cidade acumula somente 78,1 mm de chuva. A estação, que termina em 22 de setembro, com o equinócio da primavera, deve encerrar com chuvas abaixo da média e temperaturas dentro do esperado.

PREVISÃO PARA SETEMBRO

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Segundo Nazário, o mês de setembro deve ser um pouco mais chuvoso que agosto já que sua média histórica (73,3 mm) é um pouco superior. Em 2015, o órgão registrou 16 dias de chuva em São Paulo, com acúmulo de 198,6 mm, quase três vezes superior ao esperado.

Tempo Confira a previsão para a sua cidade Veja a previsão para os próximos cinco dias As temperaturas já começam a aumentar, com médias mínimas de 15°C e máximas de 25,5°C. A previsão é de dias mais quentes e eventuais passagens de frentes frias, que devem trazer chuvas e ondas de frio não duradouras, segundo o meteorologista.

Nazário diz ainda existe uma possibilidade de chuva no fim de semana. Para esta sexta (2), o sol aparece entre poucas nuvens, com temperaturas variando entre 14ºC e, máxima, em torno dos 23ºC. O índice de umidade do ar deve ficar acima dos 48%.

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Segundo o meteorologista, uma área de instabilidade que se formará no interior paulista trará chuva para cidade entre a tarde e o início da noite de sábado (3). Os termômetros durante a madrugada devem registrar 14ºC e a temperatura máxima não supera os 22ºC, com índices de umidade do ar oscilam entre 50% e 90%.

RESERVATÓRIOS

Os principais reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo registraram chuva acima da média em agosto. O sistema Cantareira, o principal reservatório de São Paulo, a chuva acumulada foi de 44,2 mm, quando a média para agosto é de 34,3 mm. As represas do sistema fecharam o mês com 45,8% da capacidade, um ponto percentual a menos que no início de agosto.

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O de Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, foi o sistema com maior volume: 101,4 mm, ante média de 95,1 mm. Já o sistema Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo, registrou 40,3 mm de chuva, para uma média em agosto de 36,6 mm.

O de Guarapiranga, que fornece água para 5,2 milhões de pessoas nas zonas sul e sudeste da capital paulista, acumulou 77,6 mm (média de 39,7 mm). O Alto Cotia, que fornece água para 400 mil pessoas, o índice pluviométrico foi de 62,6 mm (média de 36,7 mm). Já o de Rio Grande, o acúmulo foi de 56,4 mm (média de 48,3 mm).

A Sabesp divulga diariamente os níveis dos principais reservatórios. A medição da Sabesp compreende um período de 24 horas: das 7h às 7h.

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