Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Coronel que investigava fraudes no fundo de saúde da PM é morto no Rio

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

MARCO ANTÔNIO MARTINS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O coronel da Polícia Militar Ivanir Linhares Fernandes Filho, 49, será sepultado na tarde desta quinta-feira (1º) em São Gonçalo, cidade da região metropolitana do Rio de Janeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Na manhã de quarta (31), o carro em que o militar estava foi atingido por 17 disparos -8 deles o acertaram. Fernandes Filho fazia parte de um grupo de PMs da Justiça Militar que investigava policiais acusados de fraudar e desviar R$ 16 milhões do fundo de saúde da corporação.

Uma audiência sobre o caso está marcada para esta sexta (2). O coronel era um dos cinco julgadores que apuram o envolvimento de 11 PMs, sendo 3 deles, coronéis. A investigação apura a compra de 75 mil litros de ácido peracético (que esteriliza material cirúrgico), mas que não teria ocorrido. Além da aquisição, a preços superfaturados, de 200 aparelhos de ar-condicionado.

A Polícia Civil do Rio investiga se o assassinato do policial está relacionado com o caso. Outras linhas de investigação da polícia são: uma tentativa de assalto ou se tem uma relação com algum outro caso em que o coronel atuaria na Justiça Militar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ivanir Linhares Fernandes Filho serviu na PM do Rio por 29 anos. Era filho de um oficial da corporação e apaixonado por motos. De acordo com relatos feitos à Divisão de Homicídios, Fernandes Filho foi a Maricá, cidade a 40 quilômetros do centro do Rio, para cuidar de sua separação.

O militar havia acabado de retornar para o carro em que estava, um Gol cinza de propriedade da PM, quando ele e o seu motorista, o sargento Luiz Cláudio Carvalho da Silva, 44, foram surpreendidos por dois homens armados. Segundo testemunhas, a dupla desceu de um Jeep e iniciaram os disparos. Há suspeita de que um terceiro homem teria participado da ação.

O coronel morreu no local. O sargento foi socorrido e está internado, em estado estável, em um hospital público. O sargento Carvalho da Silva prestou depoimento na tarde desta quarta (31) e disse, segundo o delegado Fábio Barucke, que um dos homens ao se aproximar do veículo disse "perdeu", o que leva o delegado a investigar a possibilidade de um assalto. A reação dos criminosos em disparar 17 vezes, segundo o policial, seria porque os criminosos teriam visto que os policiais estavam armados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A polícia já solicitou as imagens de câmeras de vídeo próximas ao local do crime para saber como foi a abordagem ao carro onde estava o coronel. Os investigadores já sabem que o carro utilizado pelos criminosos era clonado e foi usado no sequestro-relâmpago de um casal, em Niterói, cidade vizinha a Maricá, no último domingo (28).

Em nota, a PM do Rio informou que instaurou uma "apuração sumária" para auxiliar no esclarecimento do caso e está dando apoio à família do policial. "A corporação concentra esforços para prender os criminosos".

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV