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Escolas do antigo ensino supletivo perdem 100 mil alunos por ano

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao mesmo tempo em que o Brasil pena para reduzir sua taxa de analfabetismo, de 8,3%, as matrículas nas escolas de Educação de Jovens e Adultos só caem.

A continuidade dos estudos na chamada EJA, o antigo supletivo, é apontada por especialistas como fundamental para consolidar o aprendizado em cursos de alfabetização.

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Mas, desde 2007, a modalidade perde mais de 100 mil alunos por ano. Segundo o censo do Ministério da Educação, o número de matriculados caiu 32% de 2007 até 2015 -de 4,9 milhões para 3,9 milhões.

Para Roberto Catelli., da ONG Ação Educativa, a queda se deve a diversos fatores: a inadequação das escolas, que precisariam ter metodologia e grade horária mais adequada ao público adulto; fatores externos, como problemas de saúde e jornadas de trabalho muito intensas; e o baixo investimento das secretarias de educação na área.

"Investir na educação de adulto não dá voto", concorda Rita de Cássia Lima Alves, da Comissão Nacional de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos. Para ela, reforçar a modalidade é a única saída para combater de fato o analfabetismo, já que cursos como os oferecidos pelo Brasil Alfabetizado são em sua avaliação curtos (8 meses) e muitas vezes não são ministrados por professores com treinamento adequado.

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Como a Folha de S.Paulo mostrou, o Ministério da Educação interrompeu o programa, ao bloquear o cadastro de novos alunos em junho. Desde antes, porém, deficiências na iniciativa já eram apontadas.

"O país precisa repensar os programas de alfabetização e construir uma política consistente para a EJA", diz Alessio Costa Lima, presidente da Undime (associação dos secretários municipais de educação).

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