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Prefeito do Rio diz que Olimpíada não teve zika e que risco é maior em Miami

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ALFREDO MERGULHÃO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Uma das principais preocupações de turistas e atletas estrangeiros antes da Olimpíada, o risco de contaminação pelo vírus da zika não foi um problema durante os Jogos, segundo a Prefeitura do Rio.

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Dados divulgados pelo prefeito Eduardo Paes nesta terça-feira (23) mostram que a rede municipal de saúde não atendeu nenhum paciente com a doença no período olímpico.

Foram 8.681 pessoas atendidas no período olímpico, sendo 2.133 turistas estrangeiros. A maioria dos atendimentos foi por dor de cabeça, hipertensão arterial, resfriado e mal-estar.

"Levaram a população a imaginar que fosse chegar ao Rio e as pessoas seriam carregadas por mosquitos da zika e todos ficariam muito doentes", disse Paes. "Quero lembrar que foi muito mais seguro para não se pegar zika ficar no Rio do que ir para Miami."

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Paes criticou o que chamou de "alarmismo quase irresponsável" sobre a doença nos meses que antecederam os Jogos. Um grupo de 150 cientistas internacionais enviou carta à OMS (Organização Mundial da Saúde) pedindo que a Olimpíada fosse transferida ou adiada em decorrência do surto de vírus da zika.

Inúmeros atletas, jornalistas e turistas também cancelaram a vinda ao Rio para o evento por medo de se contaminar. Imprensa e competidores que vieram receberam repelentes após a chegada ao centro de mídia e à vila olímpica.

A diminuição de casos de zika já era esperada para agosto. A procriação do mosquito Aedes aegypti, principal vetor da doença, fica prejudicada nesta época do ano, mais seca e fria.

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A ausência de registros de contaminação também pode estar ligada ao fato de que a doença é assintomática em cerca de 80% dos casos, segundo especialistas.

O Brasil viveu uma epidemia de zika no início deste ano. De janeiro a julho, 174 mil casos da doença foram registrados no país.

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