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Cristina ocultou US$ 492 mi em transferências, afirma jornalista

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BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Durante o kirchnerismo (2003-2015), US$ 492 milhões foram enviados ao exterior em movimentações suspeitas por empresas e pessoas próximas aos ex-presidentes Néstor e Cristina Kirchner.

A informação é do programa "Periodismo Para Todos" (Jornalismo Para Todos), responsável pelas principais denúncias de corrupção dos governos Kirchner e veiculado por um canal de TV do grupo Clarín.

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A denúncia do programa foi feita com base em documentos que sete bancos internacionais haviam enviado à Justiça americana. Segundo Jorge Lanata, apresentador de "Periodismo Para Todos", a procuradora do Tesouro Nacional durante a gestão de Cristina, Evangelina Abbona, tentou destruir os papéis, que acabaram sendo encontrados e repassados ao programa.

Abbona hoje trabalha no Ministério Público da província de Santa Cruz, que é governada por Alicia Kirchner, cunhada de Cristina. Os documentos mostram, por exemplo, que Martín Báez, filho do empresário Lázaro Báez, é beneficiário de contas na Suíça que nunca foram declaradas.

Lázaro Báez, preso desde abril sob suspeita de lavagem de dinheiro, era uma dos melhores amigos de Néstor, e suas empresas estão entre as grandes vencedoras de licitações durante o kirchnerismo. A Justiça investiga se Báez alugava imóveis e quartos de hotéis de empresas da família Kirchner como forma de pagamento de propina.

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Cristina -suspeita de lavagem de dinheiro, má administração de recursos públicos e falsificação de documentos afirmou nesta segunda (22) pelas redes sociais que o grupo Clarín a denunciou, mas não apresentou nenhum documento que a relacione ao caso.

"Na reportagem [que leva o título 'Revelam que Cristina ocultou movimentações suspeitas de quase US$ 500 milhões'], não há nenhuma menção a transferências ou a contas Kirchner. Porque [elas] não existem", escreveu.

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