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Operação da Olimpíada registra recordes na cidade do Rio

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ALFREDO MERGULHÃO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Foram mais de 11 mil atletas, mais de 25 mil jornalistas e, se a expectativa da Riotur se cumpriu, mais de 1 milhão de turistas brasileiros e estrangeiros misturando-se aos milhões de cariocas em agosto para fazer e curtir o maior evento esportivo do mundo.

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Esse contingente fez a cidade do Rio quebrar uma série de recordes nos serviços de transporte público, nos usuários de aplicativos e visitantes de museus.

Como a melhor alternativa para chegar às arenas esportivas era por metrô, trem e BRT, as concessionárias desses três modais registraram números inéditos de passageiros transportados.

O metrô quebrou a marca três vezes durante a Olimpíada. Na quinta-feira (11), 1 milhão de usuários embarcaram no metrô do Rio. No dia seguinte a estatística foi superada, com 1,02 milhão de usuários.

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O recorde atual do metrô foi registrado na quarta-feira (17), quando 1,08 milhão de passageiros foram transportados. As três linhas existentes na cidade davam acesso ao Maracanã, na zona norte, e à Barra da Tijuca, onde fica a maioria das instalações olímpicas.

Alternativa para chegar ao Parque Olímpico de Deodoro, ao Estádio Olímpico (Engenhão) e ao Maracanã, os trens da SuperVia também registraram recordes de passageiros.

A nova marca foi alcançada na quarta-feira (17), com 735.024 acessos em um único dia. O recorde anterior era de outubro do ano passado, com 729.550 embarques.

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Embora a principal linha para atender a Olimpíada seja recém inaugurada, o BRT registrou números elevados e crescentes de passageiros no decorrer do evento.

O dia com mais movimento foi a sexta-feira (12), quando 855 mil pessoas utilizaram os serviços convencionais e os implantados para a Olimpíada. Esse número representa um acréscimo de 31% em relação a um dia de operação sem evento.

As barcas que ligam Niterói ao Rio, também registraram recordes: no fim de semana dos dias 13 e 14, foram 139.651 passageiros, 458% a mais do que a média em fins de semana.

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O transporte privado de pessoas também teve aumento no período olímpico. A Uber verificou usuários de 95 países. Fora os brasileiros, a maioria de clientes foram americanos, ingleses, franceses, australianos e mexicanos, nesta ordem. Anteriormente, o recorde havia sido 78 diferentes nacionalidades na mesma semana.

Porta de entrada dos visitantes no Brasil, o aeroporto do Galeão recebeu 650 mil passageiros até 16 de agosto, sendo que 192 mil eram viajantes para destinos internacionais.

Durante a Olimpíada, o aeroporto internacional também registrou 317% de aumento na utilização de guarda-volumes, 80% de aumento no volume diário de bagagens protegidas e 60% de aumento na venda de cafés.

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Situado na área do boulevard olímpico do centro, que chegou a ter 150 mil pessoas em um dia, o Centro Cultural Banco do Brasil recebeu o número máximo de visitantes de toda sua história em 13 de agosto, quando 16 mil pessoas estiveram no local.

O recorde anterior do CCBB era de 2014, na exposição do artista espanhol Salvador Dalí. na ocasião, o espaço cultural recebeu 14 mil pessoas.

O Museu do Amanhã, também situado no boulevard olímpico, registrou aumento na quantidade de visitantes diários. A média histórica de visitação era de 4.900 visitantes por dia. Da abertura da Olimpíada até 16 de agosto, esse média subiu para 5.200 visitantes por dia.

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Ainda no mundo das artes, um mural de grafite no boulevard olímpico entrou oficialmente para o Guinness World Records. O painel Etnias, de 2.600m2, foi confirmado como o maior do mundo pela instituição. A obra do paulista Eduardo Kobra retrata cinco rostos de nativos dos continentes participantes dos jogos.

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