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Técnico que resgatou orgulho do Dream Team se despede com 3 ouros

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ÉDER FANTONI, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A vitória dos Estados Unidos sobre a Sérvia, por 96 a 66, neste domingo (21), pela final do torneio de basquete da Rio-2016, foi o último ato do técnico Mike Krzyzewski, 69, à frente da equipe norte-americana.

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Com mais uma medalha de ouro (ele já havia ganhado em Pequim-2008 e em Londres-2012), o Coach K, como é costumeiramente chamado, vai dar lugar a Gregg Popovich, 67, que dividirá as suas atenções entre San Antonio Spurs e seleção.

E Popovich, um dos técnicos mais vitoriosos do basquete dos Estados Unidos, chega ao time principal do país sem a necessidade de resgatar o orgulho de jogar pela equipe, que um dia foi perdido, mas acabou resgatado por Krzyzewski, comandante da seleção desde 2006.

"Esses jogadores que venceram aqui no Rio são exemplos para os mais novos. Agora, todos têm orgulho do basquete dos Estados Unidos", disse Krzyzewski neste domingo.

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Os Estados Unidos sempre tiveram um problema com os pedidos de dispensa de seus jogadores, interessados apenas em jogar a NBA.

O ex-jogador Kobe Bryant, 37, por exemplo, só foi jogar pela primeira vez pelo Dream Team em 2007, quando tinha 29 anos.

Antes disso, em Atenas-2004, o país teve um dos seus times mais decepcionantes da história. Na Olimpíada disputada na Grécia, chegou a perder dois jogos na primeira fase, um deles contra Porto Rico, e foi eliminado nas semifinais pela Argentina. Como prêmio de consolo, ficou com o bronze.

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Krzyzewski chegou em 2006 para substituir Larry Brown. O início não foi nada fácil. Acabou eliminado nas semifinais do Mundial daquele ano pela Grécia. Foi justamente aí que os ventos começaram a mudar. E a equipe que vinha sendo sinônimo de decepção voltou a ser considerada um Dream Team (time dos sonhos).

Depois do revés para os gregos, os Estados Unidos nunca mais perderam. São dez anos de invencibilidade e, além dos títulos olímpicos, tem também os Mundiais de 2010 e 2014.

"Eu sou muito grato a esses jogadores que deram o máximo por seu país. É um momento muito especial para mim", disse o treinador, que citou os alas Kevin Durant e Carmelo Anthony como os grandes líderes desta equipe.

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"Eles construíram uma cultura fantástica no basquete norte-americano", afirmou.

Na Rio-2016, Coach K não pôde contar com algumas das principais estrelas dos Estados Unidos, como o ala LeBron James e o armador Stephen Curry.

Com a vitória deste domingo, o treinador se despede da seleção com 76 vitórias consecutivas.

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CARMELO

Logo depois da vitória sobre a Sérvia, Anthony disse que não vai mais jogar pela seleção.

Aos 32 anos, ele deixa a equipe nacional com três ouros olímpicos. Ninguém no basquete conseguiu isso.

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"Eu já dei o suficiente. Por mais que eu sinta falta, é hora de passar o bastão para os mais jovens que querem fazer parte de algo grande. Eu vivenciei derrotas e vitórias, e para mim foi tudo fantástico", disse o ala do New York Knicks.

O jogador foi um dos mais festejados pelos torcedores e deixou a quadra sob os gritos de "Carmelo, Carmelo, Carmelo".

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