Brasileiros ficam longe do pódio na final do mountain bike
BRUNO VILLAS BÔAS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Com boa presença do público, apesar da chuva pela manhã, a final masculina de ciclismo mountain bike encerrou na tarde deste domingo (21) as competições olímpicas do Complexo Esportivo de Deodoro, subúrbio do Rio.
Melhor ciclista brasileiro da modalidade, Henrique Avancini, 27, terminou a prova em 23o lugar. Logo no início do circuito, o brasileiro chegou a ficar em quarto lugar, mas não resistiu na posição por muito tempo.
Henrique é sete vezes campeão brasileiros e três vezes campeão pan-americano. Nas provas de ciclismo internacional, Henrique compete pela equipe alemã Cannondale Factory Racing.
"Eu esperava conseguir encaixar uma boa prova, tinha uma boa estratégia, e era daí pra cima, com certeza, mas não consegui desempenhar", disse Avancini, após a prova.
Outro brasileiro na prova, Rubens Valeriano, o Rubinho, 37, ficou na 30a posição. Foi a terceira Olimpíada de Rubinho.
Os competidores enfrentaram muita lama após as chuvas, o que deixou o circuito de 4,8 km mais difícil. Em alguns trechos tiveram que carregar a bicicleta. São trilhas sinuosas, subidas e obstáculos de pedras e raízes.
O ciclista Nino Schurter, 30, da Suíça, levou o ouro. Jaroslav Kulhavu, 31, da República Tcheca, ficou com a prata. O italiano Carlos Nicolas, 34, foi o bronze.
Os ciclistas Jaroslav Kulhavu e Nino Schurter se isolaram na liderança da prova na terceira volta. E passaram o restante da competição se revezando em primeiro lugar.
Favorito ao ouro olímpico, Nino conseguiu se desvencilhar do rival na antepenúltima volta, quando abriu 33 segundos de vantagem. No fim das sete voltas, Nino cruzou a linha de chegada com o tempo de 1h33m28s.
