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Seleção brasileira masculina vence a Itália e conquista o ouro no Rio

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MARCEL MERGUIZO E MARIANA LAJOLO, ENVIADOS ESPECIAIS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Comandados por Bernardinho em sua sexta Olimpíada seguida com medalha (dois ouros, duas pratas e dois bronzes). Liderados por Serginho, mais novo bicampeão e único brasileiro de esportes coletivos com quatro medalhas (dois ouros e duas pratas). Apoiados em Wallace, maior pontuador da final (20) e dos Jogos do Rio, com 137 acertos.

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Assim a seleção brasileira masculina de vôlei conquistou o tricampeonato olímpico neste domingo (21), dia do encerramento da Rio-2016, ao vencer a Itália por 3 sets a 0 (25/22, 28/26 e 26/24).

Seleção masculina que mais chegou a finais olímpicas no vôlei (seis), a equipe do Brasil vinha de duas derrotas em decisões (2008 e 2012), mas reencontrou no Maracanãzinho a vítima de 2004, quando ganhou seu último ouro.

Neste domingo, retomou o alto do pódio, igualando Rússia (1980) e EUA (1984), únicos a conquistar o ouro em casa no vôlei.

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Enfrentar os italianos era um bom sinal até começarem os Jogos do Rio, pois, em outras edições, o Brasil havia vencido as nove partidas diante dos rivais que nunca foram campeões olímpicos.

Mas justamente no chamado Templo do Vôlei, na primeira fase, a Itália quebrou essa escrita e bateu o time de Bernardinho por 3 a 1.

Naquela altura da fase de grupos, o Brasil estava a uma derrota da eliminação e de seu pior resultado na história dos Jogos. Na última rodada da primeira fase, os italianos pouparam jogadores, cometeram 34 erros no jogo contra o Canadá, perderam e colocaram a corda no pescoço dos rivais brasileiros.

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O Brasil venceu, passou, mas não acabou com a pressão sobre o time nas quartas de final contra a Argentina. O quarto lugar e as duas derrotas na primeira fase pesavam sobre o time. Novamente uma superação, em quadra e fora dela, devido às contusões de Lipe e Lucarelli, então ponteiros titulares.

Antes, os centrais Maurício Souza e Lucão também sofriam com contusões e despertavam desconfiança.

Dúvida sobre os ombros dos atletas ainda maior porque é uma geração que conviveu com o desapontamento dos vices olímpicos (2008 e 2012), Mundial (2014) e nas Ligas Mundiais (2011, 2013, 2014 e 2016).

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Os problemas no Rio, no entanto, criaram uma casca grossa no elenco, tão dura quanto a de uma tartaruga, segundo os levantadores Bruninho e William.

A vitória avassaladora contra a Rússia na semifinal, porém, deu a confiança que a equipe precisava para a final.

Inspirados na geração de ouro de 1992 com Marcelo Negrão, Giovane, Tande, Maurício e companhia, passando pela geração que ganhou tudo (2004) com Nalbert, Gustavo, Giba, Ricardinho, entre outros, esta geração do tri já pode dizer que deixou seu nome escrito na história graças a Bruninho, Lucão, Lucarelli, Wallace, Maurício Borges e Souza, Lipe, William, Eder, Douglas, Evandro e, claro, Serginho, sob o comando de Bernardinho. É tri!

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