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Diplomata desertor norte-coreano é "criminoso", diz imprensa oficial

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O número dois da embaixada da Coreia do Norte no Reino Unido, que desertou recentemente e fugiu para a Coreia do Sul, recebeu a ordem de voltar a seu país para ser interrogado, informou neste sábado (20) a imprensa estatal de Pyongyang.

Thae Yong-Ho recebeu grandes somas de dinheiro, estuprou uma menor de idade e espionou em favor da Coreia do Sul, acusa a agência oficial KCNA, que o chamou de "criminoso".

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A Coreia do Sul anunciou na última quarta-feira (17) a deserção do embaixador adjunto da Coreia do Norte na Grã-Bretanha, que agora está em Seul com sua família.

O porta-voz não quis dar detalhes sobre o itinerário que Thae tomou, invocando a necessidade de proteger os países envolvidos.

As deserções de diplomatas do nível de Thae Yong-Ho são extremamente raras.

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O jornal sul-coreano JoongAng Ilbo, que foi o primeiro a anunciar na terça-feira a deserção, explica que o funcionário suportava mal a pressão de Pyongyang para contra-atacar as críticas da comunidade internacional sobre a situação da Coreia do Norte em matéria de direitos humanos.

Vários casos de deserções vieram à tona nos últimos meses. Um dos de mais destaque foi o caso em abril de 12 garçonetes de um restaurante norte-coreano na China.

Em julho, a imprensa de Hong Kong anunciou a deserção de um estudante norte-coreano de 18 anos que visitava esta ex-colônia britânica para participar de um concurso internacional de matemática.

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Todo norte-coreano que foge à Coreia do Sul deve passar primeiro por um longo programa de interrogatórios realizado pelos serviços secretos, cujo objetivo é desmascarar possíveis espiões.

Posteriormente, durante três meses, vivem em centros governamentais onde aprendem os aspectos básicos da vida na Coreia do Sul, como pegar o metrô, utilizar telefones celulares ou fazer compras em supermercados.

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