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Técnico espanhol que lapidou Isaquias vai continuar a treinar seleção

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ÉDER FANTONI, MARCEL MERGUIZO E PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADOS ESPECIAIS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O sucesso da canoagem velocidade brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio garantiu a permanência do técnico espanhol Jesús Morlán à frente da seleção para o próximo ciclo olímpico, que culmina em Tóquio-2020.

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O contrato dele com a CBCa (Confederação Brasileira de Canoagem) e com o COB (Comitê Olímpico do Brasil) se encerra neste ano, e a continuidade do trabalhado estava condicionada ao resultado em 2016.

Com as três medalhas conquistadas por Isaquias Queiroz (bronze no C1 200 m e pratas no C1 1.000 m e C2 1.000 m, ao lado de Erlon Souza), o espanhol aceitou estender o vínculo.

Morlán tem oito medalhas olímpicas no currículo. Antes de orientar os brasileiros, ele também treinou seu compatriota David Cal, que foi cinco vezes ao pódio em Jogos.

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"Jesús vai ficar e continuar o trabalho em Lagoa Santa. A base vai ser mantida e, na verdade, até ampliada. Queremos fazer centro de treinamento e uma escola [de canoagem]", afirmou o presidente da CBCa, João Tomasini.

A cidade mineira é base da seleção brasileira de canoagem velocidade desde o segundo semestre de 2014. Morlán escolheu o local pela tranquilidade e porque a lagoa onde treinavam tinha características semelhantes às da Rodrigo de Freitas.

Antes, a equipe tinha como centro de treinamento a represa de Guarapiranga e a raia da USP, mas o tráfego e agitação de São Paulo não eram do agrado do espanhol.

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Morlán deixou a mulher e a filha na Colômbia para treinar a seleção brasileira. Durante a semana, Isaquias chamou-o o "pai" e disse que não teria chegado a este nível sem tê-lo como guia.

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