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Empresa revendia ingressos de forma irregular em nome de 3 comitês

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CAMILA MATTOSO, ENVIADA ESPECIAL, E MARCO ANTÔNIO MARTINS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Acusada de vender ilegalmente ingressos da Olimpíada, a THG se apresentava a clientes como revendedora oficial de três comitês. É o que mostra trocas de e-mails ao qual a Folha de S.Paulo teve acesso.

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A empresa falava que tinha relação com os comitês olímpicos da Irlanda, de Malta e da Grécia. Era assim que justificava estar agindo dentro das regras e da lei.

Mesmo sem permissão do Comitê Rio 2016, a THG revende os pacotes VIP de hospitalidade há quase um ano antes de a organização dos Jogos oferecê-los oficialmente ao público na inscrição para o primeiro sorteio, em março de 2015.

Nos documentos, em abril de 2014, a empresa já fazia trocas de contratos que tinha feito para a Copa do Mundo por novos da Olimpíada.

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Na última quarta-feira (17), o presidente do comitê irlandês, Patrick Hickey, 71, foi preso. Membro do COI há mais de 50 anos, ele já havia sido acusado de comandar uma máfia de ingressos, denunciado pelo jornalista da BBC Andrew Jennings.

Quem participa de todas as conversas via e-mail é um diretor que se apresenta como Dan Noronha. Os diálogos são todos em inglês.

"Nossa equipe administrativa na Europa já voltou para casa, mas podemos fazer a transferência para a Olimpíada amanhã", diz Noronha a um cliente, em e-mail de maio de 2014, depois de ter oferecido ingressos para a cerimônia de abertura, atletismo, final do futebol e festa de encerramento.

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"Tendo em vista que a THG Sports Tour é uma fornecedora oficial por meio dos comitês olímpicos irlandês, grego e maltês, precisaremos de um endereço europeu no formulário de reserva do pacote de abertura da Olimpíada", completa.

Em apreensão feita pela Polícia Civil do Rio, ao menos 20 ingressos vendidos pelo executivo Kevin Mallon, 56, estavam em nome do Comitê Olímpico Irlandês.

A polícia investiga se a empresa comercializou no Brasil bilhetes em nome de outros comitês.

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Os comitês foram procurados, mas não responderam à reportagem.

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