Campeões no rúgbi, atletas de Fiji são acusados de constranger camareiras
MARCO ANTÔNIO MARTINS
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Dois atletas, medalha de ouro no rúgbi de 7, por Fiji estão sendo acusados de constranger três camareiras que prestam serviços na Vila dos Atletas, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A juíza Bianca Nigri, do Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos determinou, nesta sexta (19) que a dupla pague R$ 1.500 cada um pelo constrangimento às funcionários de uma empresa que presta serviços de limpeza no alojamento da delegação.
Os passaportes dos jogadores foram apreendidos. Antes de reaver o documento, a dupla terá que comprar material de informática (tonner e cartuchos de impressora) e doar à Delegacia de Homicídios do Rio.
As camareiras contaram na 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) que os atletas tentaram agarrá-las enquanto faziam limpeza no quarto de Fiji. De acordo com nota divulgada pela Polícia Civil do Rio, uma camareira chega a dizer que um dos atletas estaria embriagado. "Um teria ido na direção de uma delas, bloqueando a sua passagem pela porta e, por isso, ela começou a gritar. O segundo atleta teria ido em direção das outras duas camareiras, assustando-as, sendo que uma delas disse que ele parecia ter a intenção de agarrá-la", informou a nota.
A reportagem não conseguiu contato com a delegação de Fiji. Os atletas prestaram depoimento na delegacia. Um deles disse, em depoimento, "que desconhecia que as camareiras estavam no seu quarto e se assustou com elas, que teriam gritado, não tendo compreendido o que diziam".
Já o outro atleta declarou "que não houve qualquer contato físico entre eles".
Nesta manhã de sexta (19), uma audiência definiu a punição. Em nota, a juíza explicou que os atletas só poderão deixar o país após o pagamento da punição.
"Tendo em vista o que consta dos depoimentos e testemunhas, entendo que o fato a eles imputado merece reprimenda, de forma que entendo razoável proposta formulada. Aplico portanto transação", informou a magistrada.
