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Chanceler venezuelana negocia acordo para o Mercosul, apesar de impasse

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Apesar do impasse em relação ao comando do Mercosul, a ministra das Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que o bloco avaliará a expansão do acordo comercial com a Índia.

"Este acordo é muito importante pelo que significa tanto para o Mercosul como para a Índia, que é um mercado gigantesco", afirmou ao canal estatal VTV, em visita à Nova Déli nesta sexta-feira (19).

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A declaração em nome do Mercosul de Delcy Rodríguez foi feita aparentemente sem coordenação com os outros países-membros do bloco -Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Apesar disso, nenhum dos países desautorizou até o momento a fala de Rodríguez. A Venezuela disse ter assumido a presidência temporária do Mercosul em 1º de agosto, como previa o revezamento entre os membros.

Porém, Argentina, Brasil e Paraguai se opõem ao comando venezuelano por considerarem que o governo de Nicolás Maduro viola direitos humanos devido à prisão de opositores e à repressão a protestos de seus adversários.

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O argumento oficial, porém, é que Caracas não cumpriu as exigências para se tornar membro permanente do bloco até 12 de agosto, quando terminou o prazo de quatro anos para que o país se adequasse a todos os tratados.

Também é avaliada a possibilidade de "rebaixar" a Venezuela na organização para impedir Maduro de assumir a Presidência. Caracas já esteve à frente do Mercosul de julho de 2013 a julho de 2014.

Nesta sexta, o chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, disse que as relações com a Venezuela estão congeladas e que o embaixador paraguaio em Caracas permanecerá em Assunção por tempo indeterminado.

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BATALHA

Na quinta, Maduro disse que "se declarou em batalha para salvar o Mercosul da tríplice aliança golpista de direita que pretende destruí-lo", em referência aos três países que não o querem no comando no bloco sul-americano.

A expressão, que foi usada em notas anteriores de Caracas contra seus detratores, faz referência à aliança formada entre Brasil, Argentina e Uruguai na Guerra do Paraguai (1864-1870) para atacar o vizinho.

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O chavista citou o caso da declaração do chanceler uruguaio, Rodolfo Nim Novoa, de que seu colega brasileiro, José Serra, teria sugerido "levar o país" em acordos comerciais se votasse contra a presidência venezuelana.

"É um escândalo que o governo golpista do Brasil tenha tentado de maneira ilegal pressionar o Uruguai para que se somasse à tríplice aliança", disse, sem mencionar que o Uruguai considerou o incidente um mal-entendido.

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