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Paraolimpíada anuncia cortes e corre para viabilizar viagem de atletas

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CAMILA MATTOSO, ENVIADA ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Comitê Paraolímpico Internacional anunciou na tarde desta sexta-feira (19) uma série de cortes para seus Jogos, que começam no dia 7 de setembro.

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O presidente e o vice-presidente da entidade afirmaram que essa é a edição mais complicada da história, por causa dos problemas financeiros que ainda existem perto da abertura.

Haverá redução da capacidade de público em arenas e uma das instalações em Deodoro será fechada -- a modalidade que aconteceria lá, esgrima em cadeira de rodas, será transferida para a Arena Carioca 2, no Parque Olímpico da Barra.

Antes, mais de 3 milhões de bilhetes haviam sido colocados à venda. Agora, são 2,4 milhões. A meta é chegar em 2 milhões de ingressos vendidos. Até esta manhã, apenas 12% tinham saído das bilheterias. À espera de recursos públicos, o Comitê Rio-2016 ainda não fez o depósito que havia sido prometido para o fim do mês passado, referente às passagens de atletas. O atraso tem provocado ameaça de delegações, que dizem não ter como arcar com os custos para vir ao Brasil.

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Ao menos dez países se encontram nesta situação, segundo o comitê internacional.

"Dez países estão com desafios em relação a isso. Não vão conseguir mais manter suas reservas de passagens. Nós, do Comitê Paralímpico, estamos trabalhando em cima disso para tentar viabilizar o apoio dos governos locais, ou então vamos tomar outras medidas, mas vamos garantir a vinda desses países", afirmou Andrew Parsons, presidente do comitê nacional e vice do internacional.

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"Depois que os Jogos viraram deste tamanho, essa é a situação mais difícil que passamos estando tão perto deles. O país vive uma crise política e econômica sem precedentes", disse Parsons.

"Nunca antes, em 56 anos de história, a gente passou por situação como essa", reafirmou Philip Craven, presidente do comitê internacional.

O grande imbróglio é que o Comitê Rio-2016, o responsável por pagar as passagens, não pode fazer isso antes de um convênio com a prefeitura estar assinado. Se fizer depósitos, o contrato fica comprometido e não pode ser "reembolsado".

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