ONG Médicos Sem Fronteiras anuncia saída do Iêmen depois de ataque
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A ONG Médicos Sem Fronteiras anunciou nesta sexta-feira (19) que está retirando suas equipes do Iêmen, quatro dias depois que um hospital gerido pela organização foi bombardeado, provocando a morte de 11 pessoas.
O ataque aéreo foi feito pela Arábia Saudita, líder da coalizão contra os rebeldes houthis na guerra civil. Os insurgentes derrubaram o governo do presidente Abdo Rabbo Mansour al-Hadi no ano passado e são apoiados pelo Irã, rival saudita.
Em comunicado, a entidade disse que deixará o país "pela falta de garantias críveis de segurança para profissionais e instalações de saúde". Em um ano, quatro hospitais foram atacados pelas forças em combate no conflito.
A direção da ONG agradeceu a resposta das autoridades sauditas, que prometeram investigar o erro no ataque ao hospital, mas disse não ter mais confiança em que suas equipes não serão alvo.
"Precisamos de mais do que afirmações de que nosso trabalho é bem-vindo. (...) Insistimos em pedir à coalizão que garanta que os princípios da prudência e da proporcionalidade sejam aplicados nesse conflito, mas não temos mais confiança."
Desde o ano passado, 138 hospitais da ONG e apoiados por ela foram atingidos por bombardeios -a maioria deles, 79, está na Síria. No Iêmen, a Médicos Sem Fronteiras tem 11 hospitais e dá apoio a outras 18 unidades de saúde.
