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Confederação de vôlei queria 4 medalhas, mas enaltece ouro e prata na praia

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MARCEL MERGUIZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Pela terceira vez em Jogos Olímpicos, o Brasil termina as disputas no vôlei de praia com um ouro e uma prata (1996, 2004 e 2016).

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No Rio, Alison e Bruno Schmidt foram campeões, Ágatha e Bárbara ficaram com o vice. Para a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), um resultado "fantástico".

"Participar de duas finais, dentro de casa, foi um presente que estes quatro atletas nos deram. Lógico que a gente sempre quer mais, mas sabe que o nível de uma Olimpíada, com os melhores do mundo. Os adversários tiveram dificuldade de jogar com o Brasil neste caldeirão, nesta arena. Foram as duas duplas campeãs mundiais, e do circuito mundial. As duas duplas em que as comissões técnicas são mais time. Eles foram fantásticos", afirma Franco Neto, gerente de seleções do vôlei de praia da CBV e chefe da delegação nos Jogos do Rio.

O desempenho, porém, ficou abaixo da meta estabelecida pela CBV desde o ano passado, quando traçou como objetivo conquistar seis medalhas no Rio, quatro na praia e duas na quadra. Nas areias de Copacabana foram duas. No Maracanãzinho, a única possibilidade é com a equipe masculina, que está na semifinal.

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"A gente acreditava [nas quatro medalhas], mas sabe que as outras equipes também trabalhavam muito, tudo depende do momento. Está muito feliz, porque o esporte vive de ídolos. E há um tempo nosso maior ídolo, Emanuel, parou de jogar", comenta Franco, ex-jogador de vôlei de praia.

Ele exalta a forma de escolha que a CBV utilizou para classificar as duplas olímpicas, com antecedência de quase um ano, para elas poderem treinar com tranquilidade rumo aos Jogos do Rio. Assim, avaliou o trabalho no ciclo como positivo. Além do ouro e da prata, Talita e Larissa perderam a disputa do bronze e ficaram em quarto, enquanto Evandro e Pedro Solberg foram eliminados no início do torneio olímpico.

"Costumo ver o lado bom das coisas. O momento que a gente passa no país é de a gente valorizar o a gente tem, em detrimento de reclamar do que a gente não tem em todas as camadas da sociedade, no esporte, na saúde, na educação. O trabalho que foi feito no ciclo olímpico foi muito bacana, mas já estou pensando no próximo ciclo, nos ajustes, vamos continuar trabalhando para trazer alegrias para o povo brasileiro", conclui o dirigente.

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