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ATUALIZADA - Lochte se desculpa, mas reafirma que arma foi apontada para ele

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a polícia concluir que nadadores dos Estados Unidos forjaram um assalto durante os Jogos Olímpicos do Rio, o nadador norte-americano Ryan Lochte publicou um pedido de desculpas nas redes sociais.

Ele disse nesta sexta (19) que deveria ter sido "mais cauteloso e sincero ao descrever os eventos daquela manhã", mas reafirmou que uma arma foi apontada em sua direção.

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"É traumático sair à noite com seus amigos em um país estrangeiro -com a barreira da linguagem- e ter um estranho apontando uma arma para você e pedindo dinheiro para que te deixe ir embora", declarou.

Lochte havia afirmado que foi assaltado no último domingo (15) quando voltava de uma festa com outros três nadadores. A polícia concluiu que o fato não ocorreu e que os atletas mentiram ao relatar um assalto.

"Muito já foi falado sobre o que aconteceu no último final de semana, então espero que gastemos nosso tempo celebrando as grandes histórias e performances desses Jogos e olhando à frente para celebrar sucessos no futuro", concluiu.

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Confira abaixo a nota na íntegra traduzida:

"Quero me desculpar com todos por meu comportamento no último fim de semana, por não ter sido mais cauteloso e sincero ao descrever os eventos daquela manhã e por acabar tirando o foco de muitos atletas realizando seus sonhos de participarem nas Olimpíadas. Eu aguardei para compartilhar esses pensamentos até que fosse confirmado que essa situação estivesse encaminhada e estivesse claro que meus colegas chegaram seguramente em casa. É traumático sair à noite com seus amigos em um país estrangeiro -com a barreira da linguagem- e ter um estranho apontando uma arma para você e pedindo dinheiro para que te deixe ir embora, mas independentemente do comportamento de qualquer pessoa naquela noite, eu deveria ter sido muito mais responsável sobre como agi e, por isso, peço desculpas aos meus companheiros de equipe, aos meus fãs, aos meus rivais e aos anfitriões deste evento. Estou orgulhoso de representar meu país em uma competição olímpica e essa é uma situação que poderia e deveria ter sido evitada. Eu aceito a responsabilidade por meu papel nesse acontecimento e aprendi lições valiosas.

Sou grato aos meus colegas nadadores dos EUA e ao USOC (Comitê Olímpico dos Estados Unidos), e agradeço por todos os esforços do COI (Comitê Olímpico Internacional), do Comitê Rio 2016, e das pessoas do Brasil que nos acolheram no Rio e trabalharam tão duro para que esses Jogos Olímpicos garantissem grandes novas memórias para toda a vida. Muito já foi falado sobre o que aconteceu no último final de semana, então espero que gastemos nosso tempo celebrando as grandes histórias e performances desses Jogos e olhando à frente para celebrar sucessos no futuro."

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O CASO

Os nadadores Ryan Lochte, medalha no ouro no revezamento 4 x 200 m, James Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger disseram ter sido assaltados no trajeto entre o Club France, casa com temática francesa localizada na região sul do Rio de Janeiro, e a Vila Olímpica.

Entretanto, a versão foi desmentida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Vídeos de câmeras de segurança mostram os atletas depredando o banheiro de um posto de gasolina na Barra da Tijuca -versão que foi confirmada pelo proprietário do estabelecimento.

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Além disso, imagens de câmeras na entrada da Vila Olímpica mostram os atletas chegando ao local em clima descontraído após o suposto incidente, portando pertences como celulares e credenciais.

Durante as investigações, a Polícia Federal chegou a impedir o embarque de dois dos nadadores em um voo para os Estados Unidos e apreendeu seus passaportes.

Depois de deporem à Polícia Civil, eles tiveram os documentos devolvidos e viajaram para o país na noite desta quinta (18).

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Feigen fez acordo com a Justiça do Rio para pagar R$ 35 mil de multa pelo episódio. O valor será repassado ao instituto Reação, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. A decisão ocorreu na madrugada desta sexta (19) em audiência no Juizado do Torcedor e dos Grandes Eventos.

Com o pagamento, previsto para ser feito ainda nesta sexta, Feigen terá o seu passaporte de volta e poderá embarcar para os Estados Unidos.

Ryan Lochte deixou o Brasil um dia antes da Justiça determinar a apreensão de seu passaporte. Antes de vir para a Rio-2016, ele, que tem 32 anos, declarou que "estava mais maduro" em relação aos Jogos de Londres-2012, quando "era mais o tipo 'solteirão na balada'."

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De acordo com a Polícia, o atleta pode responder por falsa comunicação de crime e depredação do patrimônio.

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