ATUALIZADA - Dupla brasileira da canoagem vai à final, mas quer melhor tempo para ir ao pódio
PAULO ROBERTO CONDE
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Embalada pelos dois pódios já obtidos pela canoagem velocidade brasileira nos Jogos do Rio, a dupla Isaquias Queiroz e Erlon Souza avançou na primeira posição para a final da prova C2 1.000 m, que ocorrerá na manhã deste sábado (20).
Os baianos são os atuais campeões mundiais da prova, e ratificaram na manhã desta sexta (19) o status. Porém, o tempo registrado para vencer a bateria (3min33s269) não lhes agradou. Ambos também chiaram do vento na Lagoa Rodrigo de Freitas.
"Tentamos fazer uma prova limpa, mas tinha muito vento e onda para tentar fazer a remada encaixar. Mesmo assim, conseguimos chegar na frente. Não com um tempo tão bom. A gente sabe que pode correr mais do que isso. Mas acho que amanhã [sábado] podemos realizar a prova melhor ainda", afirmou Isaquias, 22, bronze no C1 200 m e prata no C1 1.000 m.
O multimedalhista aposta que, para ir ao pódio, será necessário um tempo na casa de 3min30s. Vencedora da segunda série eliminatória, e também classificado para a final diretamente, a parceria alemã Sebastian Brendel/Jan Vandrey completou a distância em 3min33s4. Brendel foi o campeão olímpico no C1 1.000 m.
Em meio a uma maratona pessoal para se tornar o primeiro brasileiro na história dos Jogos Olímpicos a bater três pódios em uma edição, Isaquias disse que o físico ainda está bom. Ele já disputou, entre eliminatórias, semifinais e finais, seis provas na Rio-2016.
"Estou bem, não estou cansado. O cronograma foi muito bom para remar as três provas, isso aqui não dá nem para comparar com o treino do [técnico espanhol] Jesús [Morlan] em Lagoa Santa. Chegava no sábado acabado pela manhã, mesmo assim conseguia fazer um ótimo treinamento. Isso mostra que vou estar bem descansado amanhã", sugeriu. A cidade mineira de Lagoa Santa é a base da seleção brasileira de canoagem velocidade.
Diferentemente de Isaquias, Erlon só estreou na Olimpíada nesta sexta. Nos demais dias, foi espectador --e torcedor-- do conterrâneo. "A gente torce muito um pelo outro. Quando não está na água, está torcendo para que venha a medalha. Foi o que aconteceu. Agora, corremos atrás da terceira. Temos muita fé que vai vir, somos atuais campeões mundiais sabemos da possibilidade de ganhar uma medalha", afirmou.
Isaquias disse que obter a medalha com o parceiro é uma forma de homenageá-lo. "As três medalhas não são só minhas. Essas medalhas são da equipe, da canoa."
Enquanto ainda não a põe em seu peito, Erlon se admira com o assédio em relação aos canoístas brasileiros.
"No começo está sendo divertido. A gente vê o número de pessoas que param ele [Isaquias] para tirar uma foto. Ele querendo sair, mas as pessoas não deixam. O carinho dos brasileiros nos motiva muito e parte da inspiração que tenho é essa. E, se vier mais uma medalha, a gente vai agradar aos brasileiros", comentou.
