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ATUALIZADA - Em sua última corrida individual no Rio, Bolt consegue terceiro ouro nos 200 m

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MARCEL RIZZO E PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADOS ESPECIAIS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Provavelmente a última largada, a última corrida e a última vitória olímpica individualmente.

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O jamaicano Usain Bolt, 29, venceu nesta quinta-feira (18), como esperado e com sobra, os 200 m na Rio-2016.

Ele assegurou a sua oitava medalha de ouro em Olimpíadas, a sexta em provas individuais (ostenta três nos 100 m e três nos 200 m). Nunca um homem ganhou tanto em disputas de velocidade no atletismo -ele se tornou o mais velho a vencer os 200 m em Jogos Olímpicos com a vitória no Engenhão.

A prova foi provavelmente a sua despedida olímpica correndo sozinho, já que afirmou que não pretende estar em Tóquio-2020 -mas não podemos esquecer que o nadador americano Michael Phelps, maior medalhista olímpico, se aposentou após Londres-2012, e voltou atrás para estar na Rio-2016. Por contratos publicitários, Bolt ainda precisa correr pelo menos até o Mundial de 2017, em Londres.

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O maior velocista da história volta à pista nesta sexta (19), para disputar com os companheiros da Jamaica a final do 4 x 100 m, e provavelmente faturar o seu nono ouro.

"Eu não preciso provar mais nada. O que mais eu preciso para provar ao mundo que sou o maior?", disse Bolt, no melhor estilo Bolt.

Mas ele queria mais nos 200 m, sua prova preferida, apesar de menos badalada do que os 100 m. Foi na distância mais longa que Bolt começou a se destacar em internacionalmente. Por sua altura (1,96 m) retardar o seu tempo de reação na largada, é nos 200 m que tem mais vantagem sobre os rivais.

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Bolt queria o recorde. Se não o mundial, dele mesmo (19s19), tempo praticamente imbatível, o olímpico, de 19s30, obtido por ele em Pequim-2008.

Assim que cruzou a linha de chegada, o jamaicano olhou para sua esquerda, no cronômetro oficial e viu o tempo de 19s78. Longe das marcas pretendidas, Bolt resmungou, com expressão bem diferente daquele risonho corredor que se diverte competindo -desta vez ele não pareceu desacelerar ao fim da prova, como sempre faz e apesar da larga vantagem.

"Eu corri o máximo que eu podia. Mas meu corpo não respondeu. Estou ficando velho", afirmou Bolt.

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O momento ranzinza, porém, durou pouco. Em poucos minutos ele iniciou o seu ritual pós-vitórias. Foi até o público, pegou uma bandeira da Jamaica para dar a tradicional volta olímpica, mas desta vez recebeu outro presente: uma bandeira do Brasil, que enrolou no pescoço.

O estádio delirou e gritou muito o seu nome. O corredor sorriu, acenou e até parou perto do setor mais próximo da pista da arquibancada para tirar selfies. Depois, agachou para beijar a raia seis, onde correu, e fez o gesto de raio, que o consagrou.

"Estou tentando ficar entre os maiores da história. Estar entre [Muhammad] Ali e Pelé. Eu espero que depois dos Jogos Olímpicos eu esteja nessa lista", afirmou.

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A prata foi para o canadense Andre De Grasse, 21, que já havia sido medalhista de bronze nos 100 m e aparece como possível sucessor do jamaicano, e o bronze para o francês Christophe Lemaitre, 26.

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