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Polícia devolve passaportes e nadadores podem voltar aos EUA

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GABRIEL VASCONCELOS

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os nadadores americanos Gunnar Bentz, 20, e Jack Conger, 21, já receberam seus passaportes de volta e devem embarcar para os EUA ainda na noite desta quinta-feira (18).

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A dupla, que foi proibida de embarcar na noite de quarta (17), prestou depoimento sobre o caso do suposto assalto que teriam sofrido com os colegas de equipe Ryan Lochte e James Feigen.

Feigen também falou à polícia nesta quinta, em uma delegacia não identificada, a pedido da defesa. O objetivo era evitar o assédio da imprensa. Mais cedo, seus colegas foram vaiados por manifestantes e um teve a orelha puxada ao deixar a Deat (Delegacia de Apoio ao Turista), no Leblon.

Segundo a Polícia Civil, os nadadores ainda não foram indiciados, mas ao menos Lochte e Feigen devem responder, nos próximos dias, por depredação de patrimônio e falsa comunicação de crime.

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Segundo Fernando Veloso, chefe da Polícia Civil, a retenção de seus passaportes não é mais necessária para o correr da investigação. Ele afirmou que Feigen deve cumprir o mesmo protocolo dos colegas e ser liberado. Lochte retornou para os EUA na noite de segunda (15).

O chefe da Civil afirmou que a condução coercitiva dos atletas, na noite desta quarta-feira (17), foi fundamental para que eles cooperassem com o inquérito.

Veloso disse que Bentz e Conger, que não haviam sido ouvidos antes, afirmaram não ter havido assalto ao grupo de atletas do país, na madrugada do último domingo (14). Um deles teria dito textualmente que a versão divulgada pelo colega Ryan Lochte era mentirosa.

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A dupla prestou depoimento por mais de 3h e saiu sem dar declarações aos jornalistas.

Ryan Lochte, 32, campeão olímpico no revezamento 4 x 200 m livre, afirmou no domingo à polícia do Rio e à mídia americana ter sido abordado quando retornava para a Vila Olímpica após deixar uma festa na casa da França, na Lagoa, zona sul do Rio.

A versão é contestada pela polícia do Rio, que acredita que os atletas se envolveram em uma confusão em um posto de gasolina na Barra da Tijuca, onde pararam para ir ao banheiro.

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Testemunhas ouvidas pelos policiais disseram que os americanos urinaram nas paredes e depredaram o banheiro do local, além de terem quebrado uma placa de publicidade.

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