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ATUALIZADA - Conta de água leva polícia a arsenal de mega-assalto em SP

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ROGÉRIO PAGNAN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma conta de água de R$ 68 levou a Polícia Civil de São Paulo a aprender parte do arsenal utilizado pelos criminosos do mega-assalto de Santo André na última quarta (17). O armamento é estimado em ao menos R$ 1 milhão.

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São dez pistolas, duas granadas e uma coleção de 25 fuzis de alto poder fogo, sendo um deles de calibre.50, conhecido por sua capacidade de derrubar helicópteros. Esse, sozinho, está estimado em cerca de R$ 150 mil.

Armas semelhantes foram utilizadas em todos os outros quatro mega-assaltos ocorridos desde março, ações que deixaram cinco pessoas mortas -três delas policiais- e um rastro de pavor entre os moradores da Grande SP, do litoral e do interior do Estado.

Os policiais chegaram até esse armamento, na zona leste da cidade, porque decidiram investigar o endereço encontrado em uma conta de água esquecida em veículo por um dos sete suspeitos presos em um sítio em Itapecerica da Serra (Grande SP).

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Foi a segunda tacada de sorte da polícia nesse caso.

A própria prisão desses suspeitos, 12 horas após a ação em Santo André, só ocorreu porque os responsáveis pelo mega-assalto vinham se comunicando com um traficante que, não sabiam, estava sendo monitorado pelos policiais Denarc, de combate ao tráfico de drogas. "Foi uma surpresa para nós", disse o delegado Ruy Ferraz Fontes.

Sem isso, os policiais teriam muitas dificuldades para localizar os suspeitos porque os criminosos têm se comunicando quase exclusivamente por aplicativos de celular (como WhatsApp e Telegram), cujo conteúdo os policias não conseguem ter acesso.

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Outros dois suspeitos foram presos pelo Deic, departamento responsável pela investigação do crime. Mas as circunstância dessa prisão só devem ser divulgadas nesta sexta-feira (19).

Ainda segundo a polícia, apenas um dos presos tinha poder de comando sobre o grupo. Os outros teriam funções mais subalternas.

A polícia estima que mais de 20 criminosos participaram da ação em Santo André na qual, segundo a empresa e a polícia, nada foi roubado, apesar de seguidas explosões, tiros e carros queimados.

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Para a polícia, não se trata de única quadrilha especializada em mega-assaltos, mas um "consórcio" de pequenos grupos montado para ações específicas. A polícia também investiga a possível ligação entre desses criminosos com a facção criminosa PCC e que parte do dinheiro obtido nos roubos esteja sendo revertido em compra de droga.

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