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Caso de suposto assalto foi mais uma polêmica no currículo de Ryan Lochte

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - "Definitivamente estou mais maduro", disse o nadador americano Ryan Lochte, 32, à revista "US Weekly", em maio. "Nos Jogos de Londres, era mais o tipo 'solteirão na balada.'"

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Três meses depois da declaração, o vencedor de seis medalhas de ouro, três de prata e três de bronze é acusado de parar num posto na Barra da Tijuca depois de uma festa e, com três colegas da delegação dos EUA, pedir para usar o banheiro, urinar nas paredes e fazer arruaça no estabelecimento. Acabaram deixando dinheiro para compensar danos.

"Na imagem de uma das câmeras de segurança dava para ver até a bunda de um deles", disse o dono do posto de gasolina à Folha de S.Paulo.

Uma história que só emergiu agora, cinco dias após o quarteto dar outra explicação para ter chegado na Vila Olímpica na manhã de domingo (14) com menos US$ 400: foram assaltados por bandidos disfarçados de policiais, que chegaram a apontar uma arma para a cabeça de Lochte.

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A Polícia Civil desconfiou. Afinal, os relatos apresentavam incoerências, e um vídeo mostra que eles voltaram à vila com pertences (como celulares e relógios) que não costumam ser poupados por assaltantes. Os atletas ainda assim mantiveram sua narrativa.

Na mídia global, o caso reluziu mais do que a insígnia dourada que Lochte ganhou, pelo primeiro lugar no revezamento 4x100.

O imbróglio não arrisca só sua reputação com patrocinadores, com a imprensa americana especulando sobre o destino de contratos milionários caso se confirme que a detalhada descrição que Lochte deu para o crime é falsa.

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Pegou mal também com o público americano, que criou a hashtag #Lochtegate para tratar do caso.

Segundo o monitoramento wayin (no Brasil também é TT), os posts com as hashtags #lochtegate e #watergate alcançaram os 164.707 posts e 1.117 posts em 24h no mundo, respectivamente.

Antes de chegarmos a esse ponto, o atleta de Rochester (Nova York), filho de uma cubana e um americano com raízes alemãs, escocesas e inglesas, já era alvo da mídia.

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Alguns falavam de seu estilo inovador nas piscinas, com uma nova virada submersa de costas, quando chega na extremidade da piscina, que lhe dá uns segundos de vantagem sobre rivais.

A criança que era expulsa das aulas de natação do pai treinador, por se comportar mal (gostava de puxar coleguinhas pelas pernas), levou um par de medalhas já na primeira Olimpíada: ouro e prata em Atenas, 12 anos atrás.

Mas Lochte, que em 2007 contou ser fã de carrões com potentes sistemas de som, também nada de braçadas em outros mares: revistas de fofocas e celebridades.

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"Ok, vamos tirar o elefante branco da sala", afirmou a "People" depois da conquista do ouro no Rio. "Ryan tem 12 medalhas. E só se fala no cabelo dele."

O nadador pintou as madeixas castanhas de prata para o Rio, mas é injusto dizer que esse era o único burburinho em torno dele.

Falou-se um bocado das margueritas que toma com a modelo Kayla Reid, 25, Coelhinha do Mês na "Playboy" de julho de 2015, registradas no Instagram do nadador. E ainda de outras fotos em que os dois aparecem juntos -a pose predileta do casal, ao menos numa análise quantitativa, é a de mandar beijinho para a câmera.

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Até a presença de Lochte no Tinder, aplicativo para marcar encontros amorosos pela internet, virou notícia. "Tenho dado 'match' [correspondido] com mulheres maravilhosas que são espertas", disse em julho, de novo à "People".

As mesmas publicações agora questionam se o #Lochtegate vai pôr à prova seu relacionamento com Reid, que já o chamou de "sua pessoa preferida no planeta".

Ela o acompanhou até o Rio, onde fez vídeos para redes sociais de um site de moda praia.

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Adeptos do #Lochtegate questionaram se o nadador havia inventado a história do roubo para cobrir uma noitada daquelas e não ficar em maus lençóis com a namorada. Via internet, usuários alertaram a modelo de que a versão do namorado poderia ser lorota ("abra os olhos", "gringo safado").

No Twitter, Reid postou uma série de mensagens ambíguas. "Nada real pode ser ameaçado", disse na quarta (17). Três dias antes, replicou o post de um serviço de horóscopo: "As pessoas não percebem que nem sempre alguém de Câncer é sensível".

Nascido sob o signo do orgulhoso Leão, Lochte passou os últimos dias defendendo a versão de que foi assaltado no Rio. Ele já estava de volta aos EUA após a Justiça brasileira determinar a apreensão dos passaportes dos esportistas envolvidos na confusão no posto.

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Pelo Twitter, replicou mensagens de fãs que o apoiavam, como @Rachel4Trump: "Sou do Brasil e acredito no Ryan. Já fui roubada no ônibus. Os motoristas fazem conluio com criminosos".

Também postou, um dia antes de virem à tona as imagens de segurança que contradizem sua versão dos fatos, uma sensação de alívio: "A cor do meu cabelo voltará ao normal amanhã".

Se sua vida também, isso só o tempo dirá.

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