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Rio-2016 admite que precisa de R$ 200 mi de dinheiro público para fechar contas

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CAMILA MATTOSO, ENVIADA ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Comitê Rio 2016 admitiu nesta quinta-feira (18) que vai precisar de dinheiro público para fechar suas contas. Em entrevista coletiva, o diretor de comunicação, Mario Andrada, afirmou que o dinheiro será utilizado para a Paraolimpíada.

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Havia uma liminar em vigor que impedia os organizadores dos Jogos de receberem qualquer recurso governamental até que houvesse total transparência sobre receitas e despesas. A decisão foi derrubada nesta quarta (17).

"As contas do Rio-2016 são públicas. Ao fim, os Jogos devem ter custado metade do que os de Londres. Estamos mostrando que é possível fazer isso", disse Andrada.

Se fosse hoje, segundo Andrada, o valor necessário para fechar as contas seria de aproximadamente R$ 200 milhões.

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Antes da abertura, o governo de Michel Temer anunciou que haveria uma colaboração de R$ 270 milhões. O formato do repasse, no entanto, nunca foi explicado.

"Vai depender de como iremos em frente em relação à venda de ingressos. Estamos muito mais confiantes do que estávamos antes. Dependendo disso e dos patrocínios, vamos ver quanto vamos precisar", disse Andrada. "R$ 200 milhões, se fosse hoje. Posso dizer isso. Mas não é possível ainda saber exatamente."

O comitê já afirmou várias vezes que se orgulhava do fato de não precisar de verba pública. Apesar disso, o COI (Comitê Olímpico Internacional) exigiu que o poder público desse garantias de que cobriria um eventual déficit do comitê organizador.

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A lei do Ato Olímpico autorizou a União a cobrir esse rombo -o que foi revogado no ano passado. Estado e Prefeitura do Rio também deram essa garantia.

Andrada afirma que "seria melhor ter feito a Paraolimpíada sem ajuda do dinheiro público, mas a gente não está desviando o que era de outras áreas. Já era um compromisso do dossiê de campanha".

O comitê organizador ainda negocia com empresas públicas e de economia mista para tentar aportar recursos nos Jogos.

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A Petrobras, que havia se negado a apoiar o evento, retomou conversas em busca de um acordo.

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