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'Já dá para sentir um pouco desse negócio de ser ídolo', afirma Isaquias

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MARCEL MERGUIZO E PAULO ROBERTO CONDE

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Ele não tem um rim. Nasceu em família pobre, e o esporte o alçou ao sucesso. No Rio, antes mesmo da cerimônia de abertura dos Jogos, tinha seu nome muito comentado. Agora, sente-se um herói nacional. Como se fosse o Pelé da canoagem velocidade no Brasil.

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Isaquias Queiroz tem algumas semelhanças com o Rei do Futebol. Graças às medalhas olímpicas conquistadas nesta semana, ele começou a perceber como é se tornar um ídolo nacional.

"Já dá para sentir um pouco desse negócio de ser ídolo", afirmou o baiano de 22 anos, medalhista de prata e bronze nos Jogos do Rio.

"Ontem fui tentar ir à academia, e todo mundo me parava na rua para tirar foto. Meu técnico [Jesús Morlán] teve que me tirar dali", contou o atleta, que não está hospedado na Vila Olímpica, mas em um hotel na zona sul do Rio, pela proximidade com a lagoa Rodrigo de Freitas.

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Após a conquista do bronze no C1 200 m, Isaquias demorou mais do que o comum entre medalhistas na área de entrevistas porque, no estádio da lagoa, os torcedores ficam muito próximos à chamada zona mista.

Isaquias, então, parava a cada pedido de fotos. A cena se repetiu algumas vezes: ele pegava o celular de um torcedor, virava-se para o fã, erguia a medalha com uma mão e tirava uma selfie com a outra.

O atleta deu tamanha atenção à torcida que os organizados precisaram retirá-lo da frente de um portão que dava acesso à área dos atletas com receio de que houvesse invasão.

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"Eu fui agradecer a todos [torcedores], porque os atletas precisam deles do lado. Sou muito agradecido a eles. Não poderia estar mais feliz. Reconhecimento é o que todo atleta quer", disse.

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