Atletas britânicos são orientados a não sair da Vila após incidente, diz jornal
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Atletas da Grã-Bretanha receberam recomendações para que não saiam da Vila Olímpica após um membro da delegação ser vítima de um incidente à mão armada durante a madrugada desta terça (16). As informações são do jornal britânico "The Guardian".
O jornal não revela o nome do envolvido nem maiores detalhes sobre a ocorrência, mas diz que teve acesso a um e-mail enviado na quarta (17) por oficiais da equipe de atletismo da Grã-Bretanha aos atletas e membros da delegação.
Segundo o "Guardian", foi avisado aos atletas que sair da Vila Olímpica "não vale o risco", que podem se tornar alvos se forem vistos utilizando uniforme, e que se resolvesse sair estariam fazendo isso assumindo as consequências.
"Evite deixar a vila após o anoitecer em qualquer coisa que não seja um transporte fornecido pelo comitê organizador local ou britânico. Táxis não podem ser considerados seguros à noite", diz a mensagem. "Se você planeja sair após o anoitecer e não tem um meio de retornar que não seja um táxi, não saia."
Além disso, atletas foram informados que devem participar de um treinamento de segurança após as competições, não devem sair com pertences de valor e que é imprescindível que informem um membro da equipe que estão saindo da Vila Olímpica e planejando passar a noite fora.
"O Rio NÃO é um ambiente seguro, e o nível de criminalidade disparou nos últimos dias. Pense cuidadosamente se é válido arriscar sair da vila para celebrar após suas competições. Nossa recomendação é que não vale a pena arriscar devido ao clima atual no Rio", diz o e-mail.
Segundo o jornal britânico, a vítima do incidente envolvendo uma arma estava em choque, mas sem ferimentos sérios. O caso se soma a outros problemas com a segurança nos Jogos, incluindo assaltos a oficiais de outros países e furtos de celulares e computadores.
A carta conclui dizendo que outros comitês olímpicos estabeleceram um toque de recolher por causa dos problemas de segurança e que a medida pode ser adotada pela Grã-Bretanha se "novos problemas de segurança surgirem".
