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Retirada de nadadores americanos de avião repercute na imprensa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Veículos jornalísticos de vários países destacaram nesta quinta (18) o caso de dois nadadores norte-americanos impedidos de embarcar em voo para os EUA pela Polícia Federal.

Gunnar Bentz, 20, e Jack Conger, 21, foram proibidos de deixar o Brasil nesta quarta (17) até prestarem esclarecimentos à Polícia Civil sobre um suposto assalto que sofreram no Rio de Janeiro ao lado dos também nadadores Ryan Lochte, 32, e Jimmy Feigan, 26.

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Diante das dúvidas sobre o caso, Lochte reafirmou a um jornalista da rede americana NBC que o assalto ocorreu, embora alguns detalhes da versão contada ao jornalista sejam diferentes dos fornecidos anteriormente. Ele já saiu do Brasil e está nos EUA desde segunda (15).

O caso repercutiu principalmente nos Estados Unidos. O site do jornal "USA Today" criticou a atuação da polícia.

"A coisa mais inteligente que Ryan Lochte fez foi sair da cidade", escreve a colunista do jornal Nancy Armour. "Claro, ficar no país é uma ótima ideia. Após envergonharem a polícia, que não é conhecida exatamente pelo seu comedimento ou veracidade. E o COI (Comitê Olímpico Internacional), que ainda está ressentido da "falta de comunicação" com o Comitê Olímpico dos EUA e não deve ajudar os nadadores que causaram essa confusão".

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"Se um roubo aconteceu de fato, Lochte, Feigen, Gunnar Bentz e Jack Conger são as vítimas", afirma. "Ainda assim, estão sendo tratados como se tivessem ficado de pé no topo do Cristo Redentor e mostrado o dedo do meio para o Brasil inteiro."

Outros sites, como o do jornal "New York Times", adotaram um tom menos crítico e apenas relataram o ocorrido. "É a última indicação de que a polícia está cética das alegações dos nadadores de que tenham ficado na mira de uma arma durante os Jogos Olímpicos do Rio", afirma a reportagem.

O tom é o mesmo adotado por outros jornais, como o "Washington Post" e o "Boston Globe".

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Na noite desta quarta, Bentz e Conger ficaram retidos por mais de quatro horas, após serem impedidos de embarcar no voo 128 da United Airlines com destino a Houston (EUA). Três funcionários do consulado americano e um advogado orientaram os dois a permanecerem em silêncio.

A dupla se comprometeu a se apresentar nesta quinta-feira (18) na Delegacia de Apoio ao Turista, que cuida do caso.

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