Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Equador condena a 40 anos de prisão homens que mataram argentinas

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

LUCIANA DYNIEWICZ

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) - Dois homens foram condenados, nesta quarta (17), a 40 anos de prisão pelo assassinato de duas turistas argentinas ocorrido em fevereiro na praia de Montañita (a 530 quilômetros de Quito), no Equador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O crime desencadeou protestos de grupos de direitos das mulheres em toda a América Latina e a saída do cargo da número dois do Ministério do Turismo do Equador.

Alberto Segundo Mina Ponce, 33, foi considerado o autor dos assassinatos e Aurelio Eduardo Rodríguez, 39, coautor. Ambos foram condenados, em decisão unânime, à pena máxima do Equador após a Justiça considerar que o motivo do crime foi sexual.

Mãe de uma das vítimas, Gladys Coni disse à reportagem considerar o resultado satisfatório, mas que aguarda uma segunda investigação ser concluída. O Ministério Público abriu uma causa paralela para analisar a possibilidade de haver outras pessoas envolvidas no crime -hipótese sugerida por familiares da vítima ainda no começo do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gladys viajou da Argentina ao Equador para acompanhar o julgamento, que havia começado no último dia 8.

Uma das filhas de Gladys, a estudante de economia María José, que tinha 22 anos, foi morta após sofrer tentativas de estupro e um golpe na cabeça. Marina Menegazzio, 21, que viajava com María, foi apunhalada seis vezes no pescoço, segundo a perícia.

Para Felipe Coni, 27, irmão de María, a decisão da Justiça e a continuação das investigações é importante para sua mãe [Gladys]. "Sinto que isso poderá aliviar sua alma e só então ela poderá passar pelo luto", afirmou à reportagem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Para mim, se os condenam a dez anos ou à prisão perpétua, dá no mesmo, já que não posso mais ver minha irmã."

Os corpos das argentinas foram encontrados em sacos plásticos em terrenos próximos à casa de Ponce, que, no julgamento, afirmou ser inocente, apesar de admitir ter ajudado a esconder os corpos. Ele responsabilizou um traficante venezuelano pelos assassinatos.

Rodríguez alegou que apenas acompanhou as estudantes em um táxi desde o bar onde ele as conheceu até a casa de Ponce, onde elas foram mortas. À época do crime, as primeiras reações de autoridades e da imprensa local ressaltaram que as universitárias "viajavam sozinhas" sem companhia masculina-, o que suscitou críticas e enorme repercussão na região, sobretudo em redes sociais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A então subsecretária de Turismo do Equador, María Cristina Rivadeneir, afirmou que os assassinatos "iriam ocorrer cedo ou tarde", pois as jovens viajavam de carona e "procuravam festa".

"Com certeza isso ocorreria com essas meninas em algum lugar, pois iam [do Equador] até a Argentina pedindo carona. Ia acontecer algo cedo ou tarde", declarou.

O governo equatoriano se desculpou pelas afirmações e exonerou a funcionária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV