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ATUALIZADA - Polícia prende oito suspeitos de mega-assalto na Grande São Paulo

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ROGÉRIO PAGNAN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia prendeu no final da tarde desta quarta-feira (17) oito pessoas suspeitas de participarem do mega-assalto a uma transportadora de valores em Santo André, na Grande São Paulo.

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A tentativa de assalto, com dezenas de criminosos armados com fuzis e metralhadoras, ocorreu à empresa Protege nesta madrugada. A transportadora fica no Campestre, bairro residencial da cidade do ABC paulista.

Para impedir a chegada da polícia, os bandidos bloquearam ruas e avenida do bairro e até da capital, como as avenidas do Estado e Presidente Wilson. Eles temiam que policiais militares de São Paulo fossem enviados ao ABC para combater o assalto.

Segundo a empresa, os criminosos não roubaram nenhuma quantia, pois foram impedidos por vigilantes e portas blindadas. Houve tiroteio.

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De acordo com policiais ouvidos pela reportagem, a prisão de sete suspeitos ocorreu na zona leste da capital. Com os suspeitos, a polícia encontrou uma grande quantidade de armamento, incluindo 15 fuzis e pistolas.

A polícia deve detalhar as prisões dentro de algumas horas.

Antes da invasão, por volta das 3h30, moradores do bairro Campestre relataram terem sido acordados com o barulho de fogos de artifícios. Na sequência, perceberam vários disparos de fuzis. Foi o quinto ataque do gênero a uma empresa de transporte de valores no Estado de São Paulo nos últimos nove meses.

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Os bandidos chegaram em ao menos dez carros e atiraram contra a sede da empresa, na rua dos Coqueiros, para render os vigilantes e invadir o local.

Depois, explosivos foram usados pelos criminosos para explodir o portão, que veio abaixo. "Eu ouvi de quatro a seis explosões", disse o corretor de imóveis Luiz Barros, 54, que mora há cerca de dois meses em um prédio em frente à empresa.

Além dessa tentativa de roubo a transportadora em Santo André (Grande SP), o Estado de São Paulo já registrou outros quatro casos: dois em em Campinas, um em Santos e outro em Ribeirão Preto.

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As quatro ações resultaram em pelo menos R$ 135 milhões roubados, além de cinco mortes e quatro pessoas feridas. Em média 20 ladrões atuaram por ação. Só R$ 10 milhões foram recuperados e, ao todo, 16 ladrões foram presos.

Moradores e órgãos públicos de cidades alvos de ataques estão se mobilizando para tentar retirar empresas de transporte de valores de bairros residenciais. Em Ribeirão Preto, a Promotoria decidiu investigar, na área cível, a legalidade da instalação das empresas na zona urbana. Um dos focos é saber os critérios usados para a liberação de alvarás para elas.

Há ao menos 34 bases de grandes empresas de transporte de valores instaladas no Estado, 26 delas no interior e no litoral. Em Campinas há quatro bases e, em Bauru, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto e São José dos Campos, três cada uma.

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