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ATUALIZADA - Após ordem para desapegar de prata, Isaquias vai à final com melhor tempo

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PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Logo ao sair do estádio da Lagoa Rodrigo de Freitas nesta terça-feira (16) com a prata, a primeira medalha da canoagem brasileira na história dos Jogos Olímpicos, Isaquias Queiroz foi interpelado por seu técnico, o espanhol Jesús Morlán.

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"Esqueça esta medalha de prata. Finja que você não a ganhou", disse o exigente ibérico.

Isaquias contou a história nesta quarta-feira (17), depois de se classificar para a final da prova C1 200 m com o melhor tempo entre os finalistas. A decisão pelas medalhas ocorrerá nesta quinta-feira (18), às 9h23.

O canoísta baiano tentará o segundo pódio na Rio-2016, depois de ter sido vice-campeão no C1 1.000 m. O temor de Morlán era que a conquista da véspera atrapalhasse os planos de obter três láureas na Olimpíada.

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A julgar pelo desempenho de Isaquias, deslumbramento não será um problema. "Eu agi como se fosse normal [ganhar uma medalha olímpica]. Não fiquei com aquela coisa. Até falei: 'cara, qual é a sensação de ganhar medalha? Porque eu não estou sentindo nada'", brincou o brasileiro.

Isaquais largará na raia cinco da final após registrar 39s659, melhor marca olímpica. O segundo tempo foi obtido pelo georgiano Zaza Nadiradze.

Para que suba novamente ao pódio, o baiano alerta para a necessidade de uma boa largada. Nesta quarta, ele viveu situações opostas em relação à partida. Na eliminatória, largou mal e teve de fazer uma prova de recuperação para terminar em segundo, atrás do francês Thomas Simart.

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Na semifinal, melhorou, não deixou os rivais se distanciarem e venceu a bateria. "Eu treinei bastante a saída. No C1 200 m não se pode errar nem no começo, nem no meio e nem no final", teorizou ele, que fez treinos específicos de largada na tarde de terça, após ganhar a medalha de prata.

"O tempo [registrado na semifinal] ajuda bastante, dá um incentivo a mais saber que fez melhor do que os adversários. Mas não significa nada. O melhor é colocar todo mundo junto para ver quem é o melhor", afirmou.

O canoísta foi bronze nesta prova de 200 m no Mundial de 2015, em Milão, e é favorito para uma nova façanha. Neste ciclo olímpico Londres-Rio, ele obteve seis láureas em Campeonatos Mundiais.

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Apesar de se focar na final desta quinta e nos dois dias de disputa no C2 1.000 m –prova em dupla com Erlon Souza na qual competirá sexta e sábado–, ele não conseguiu desapegar totalmente da láurea.

"A medalha dormiu comigo, no meu travesseiro. Ela é pesada para caramba, vocês precisam sentir. Ganhá-la me deu tranquilidade. A prata está esperando a companheira dela chegar", brincou.

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