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Em 9 meses, polícia prende apenas 16 suspeitos de mega-assaltos em SP

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MARCELO TOLEDO

RIBEIRÃO PRETO, SP (FOLHAPRESS) - Após nove meses do primeiro mega-assalto registrado no interior de São Paulo, as investigações da polícia conseguiram prender cerca de 20% dos até 90 criminosos envolvidos em quatro ações cinematográficas.

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Com as detenções nesta terça-feira (16) de mais dois suspeitos de envolvimento no roubo à empresa Prosegur, em Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), em 5 de julho, foram presos até aqui 16 ladrões que atuaram nas ações em Campinas (duas, com 11 presos), Santos e Ribeirão (cinco detidos), ocorridas a partir de novembro do ano passado.

Testemunhas das ações e câmeras de segurança de imóveis no entorno dos locais assaltados indicam a participação de até 90 homens nos ataques às empresas de transporte de valores. Os alvos dos quatro ataques anteriores foram a Prosegur (três) e a Protege (um).

O índice de envolvidos presos pode ser maior, conforme a investigação caminhar, já que é apurada a possibilidade de assaltantes terem participado de mais de um dos ataques.

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As quatro ações amealharam ao menos R$ 135 milhões para as quadrilhas, dos quais foram recuperados pouco mais de R$ 10 milhões, sendo a grande maioria do roubo em Santos. Do ataque em Ribeirão foram recuperados R$ 160 mil e, de um dos ocorridos em Campinas, R$ 80 mil.

Além do montante roubado, os ataques deixaram como saldo negativo cinco mortos, quatro feridos, um rastro de destruição e o medo nos moradores vizinhos às empresas, que se articularam para pedir a saída das transportadoras de valores de áreas residenciais.

A SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública) informou que diligências e ações estão em curso para identificar e prender autores dos crimes, recuperar o dinheiro e apreender armamentos, mas alega não passar mais detalhes para não atrapalhar o trabalho da polícia.

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FUGA CINEMATOGRÁFICA

Ataque anterior ao registrado na madrugada desta quarta-feira (17) em Santo André (Grande SP), o roubo em Ribeirão Preto contou com uma logística da quadrilha que envolveu desligar a energia elétrica no entorno da empresa atacada, bloquear ruas próximas, espalhar pregos para furar pneus de carros de polícia e uma fuga na carroceria de um caminhão graneleiro.

A polícia encontrou, dois dias após o ataque, sete veículos usados no mega-assalto em meio a um canavial, e passou a investigar como os ladrões fugiram a partir dali.

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No vídeo é possível ouvir os disparos feitos pelo grupo durante roubo a empresa de valores

Até a hipótese de fuga com o uso de aeronaves de pequeno porte foi apurada, pois a região possui pistas clandestinas em meio a lavouras de cana. Agora, acredita-se que usaram um caminhão para despistar a polícia e, nele, levaram todo o dinheiro roubado e armas. O dono do caminhão foi identificado e teve a prisão temporária decretada, conforme a Polícia Civil.

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