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Maduro seria deposto em referendo com 75% dos votos, diz pesquisa

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, seria deposto com 75% dos votos caso o referendo que o retira de seu cargo fosse realizado neste ano, segundo pesquisa divulgada na segunda (15) pelo instituto Datanálisis.

A pesquisa deve alimentar a pressão da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática para que a consulta seja feita até 10 de janeiro, quando Maduro completa quatro anos ou dois terços de seu mandato.

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Após este período, quem assume é o vice-presidente, cargo hoje ocupado por Aristóbulo Istúriz. O governo tenta evitar a consulta e o órgão eleitoral, cujos dirigentes são aliados do chavismo, é acusado de protelar os prazos.

Pelo levantamento, 22,1% do eleitorado afirma que Maduro deve se manter no cargo até o fim de seu mandato, em 2019. O número é um pouco maior que a aprovação do presidente, de 21,2%, menor nível em nove meses.

De todos os entrevistados, 93,6% veem a situação venezuelana de forma negativa. A pesquisa foi feita com mil pessoas entre 13 e 21 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

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Oficialmente, para Maduro ser deposto são necessários mais de 7.587.532 votos, número obtido pelo chavista nas eleições de 2013 e que equivalem a cerca de 51% do eleitorado do país.

A popularidade do presidente caiu rapidamente com o colapso econômico do país, o desabastecimento de alimentos, a inflação de quase 700%, uma forte recessão e o crescimento da violência urbana.

Maduro afirma ser vítima de uma guerra econômica conduzida pelo empresariado local, a oposição e estrangeiros, a quem culpa principalmente pela queda do preço do petróleo, praticamente único produto de exportação do país.

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