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Fora da final, Marta diz que 'a bola não quis entrar' contra a Suécia

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JOSÉ HENRIQUE MARIANTE, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Marta demonstrava forte irritação ao falar da derrota, nos pênaltis, para a Suécia, que deixou a seleção feminina de futebol longe do ouro olímpico mais uma vez.

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"Não existe uma derrota doer mais que a outra, a decepção é a mesma. Deixar chegar a um ponto onde a gente não tem mais controle da situação. Essa é a decepção", declarou a camisa 10, sobre a partida que reuniu, segundos os organizadores, mais de 70 mil pessoas no Maracanã nesta terça (16).

Após mais uma atuação sem qualidade nas finalizações e diante de uma retranca feroz da equipe sueca, que já tinha eliminado as favoritas dos EUA, a seleção agora luta pelo bronze contra o Canadá, que também nesta terça foi derrotado pela Alemanha por 2 a 0. As duas disputas acontecem na próxima sexta (19), Brasil x Canadá, no Itaquerão, às 13h, e a final, no Maracanã, às 17h30.

"O povo sabe o quanto a gente batalha, o quanto se entregou, nesse tempo todo. A gente tem uma chance ainda de subir no pódio, vamos fazer isso por ele", disse a atacante, muito festejada pelas adversárias, que a conhecem de perto. Marta atua na Suécia e até arrisca entrevistas em sueco.

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Sobre o ferrolho aplicado pela técnica Pia Sundhage, nove atletas em duas linhas de defesa compactas e apenas uma jogadora no ataque, Marta evitou criticar, ao contrário do que fez a equipe americana. "É normal. Quem joga contra a gente coloca onze na defesa. Tivemos oportunidade, mas a bola não quis entrar."

Vadão também viu mérito na tática sueca. "Não acho que foi covardia. Ela precisava ganhar e fez o precisava fazer", afirmou, sobre a colega, que confirmou que levar o jogo para os pênaltis, como já havia feito contra os EUA, era uma opção. "A pressão sobraria toda para o Brasil, teríamos uma pequena vantagem", contou Sundhage.

As jogadoras, no geral, preferiram reclamar da falta de apoio ao esporte feminino. "Eu sei, fica até chato, as meninas vão lá, perdem e cobram estrutura. Sim, fica chato cobrar. Mas temos que cobrar. Tem muita menina que não tem nem material para jogar bola", declarou Cristiane, que desperdiçou uma das cobranças de pênalti e diz estar preocupada com a falta de renovação na modalidade.

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"Eu não consigo pensar nada agora, ainda está muito cedo", disse Marta, sobre uma eventual participação na Olimpíada de Tóquio, em 2020, quando terá 34 anos.

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