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Thiago Braz e técnico projetam recorde mundial após medalha de ouro olímpica

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MARCEL RIZZO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Thiago Braz quer saltar mais alto. Segundo o atleta, o recorde olímpico de 6,03 m no salto com vara que lhe rendeu o ouro na Rio-2016 é só o começo.

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"Meu técnico [o ucraniano Vitali Petrov] diz que o corpo não tem limite. E é isso que acredito, que posso saltar mais alto, bem mais alto", disse Braz no início da tarde, após dormir apenas uma hora e meia depois da conquista.

Petrov estava ao seu lado na entrevista. O treinador já trabalhou com nomes de peso, como Serguei Bubka, ex-recordista mundial com mais de 30 títulos no currículo, entre eles o ouro em Seul-88, e considerado o maior atleta da história na modalidade.

O ucraniano também trabalhou com Ielena Isinbaieva, recordista mundial que não pôde vir à Rio-2016, já que toda a delegação russa foi suspensa após um escândalo de doping ser divulgado no país.

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Com toda essa experiência, Petrov diz achar que o brasileiro consegue em dois anos bater o recorde mundial de 6,16 m do francês Renaud Lavillenie, prata na disputa com Braz.

"O Thiago tem ainda algumas coisas a evoluir, mas vejo ele hoje já melhor do que Bubka em alguns aspectos", disse o técnico ucraniano.

Eles contaram que nos treinamentos Braz já vinha tendo desempenho que mostrava que poderia saltar acima dos 6 m, algo que ainda não tinha conseguido a carreira --2014;sua marca pessoal era de 5,93 m, obtido em fevereiro desse ano em um torneio em Berlim, na Alemanha.

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"Nos treinos, eu passava dos 5,80 m, mas pela altura e técnica o Petrov já avaliava que, na prova, poderia significar os 6 m", contou Braz.

Para evitar lesões, os atletas do salto com vara usam como sarrafo um elástico nos treinamentos, o que causa um impacto diferente. Por esse motivo, pode haver variação na altura que os atletas atingem em treinos e nas competições.

No espaço que o COB (Comitê Olímpico do Brasil) reservou em um shopping na zona oeste do Rio para a entrevista estava Ana Paula Oliveira, mulher de Thiago Braz que também é atleta, mas do salto em altura.

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Ela contou que ficou praticamente dois meses sem ver o marido. Braz treina na Itália, mas quando chegou ao Brasil foi se isolar com Petrov em Natal, para evitar o assédio.

Desde que ganhou o ouro, Ana Paula foi a única pessoa da família que o viu. Nem mesmo os avós, que criaram Thiago Braz desde os dois anos, puderam estar com o atleta.

"Meus avós me criaram, meus pais era muito jovens. Eu os perdoo, não tenho muito contato com eles, mas perdoo. Fui bem criado pelos meus avós [Orlando e Maria], e comecei no atletismo porque meu tio, Fabiano, praticava o decatlo. Isso me incentivou", disse Thiago Braz.

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Ele ainda não recebeu a medalha, que será entregue às 21h desta terça, em cerimônia no Engenhão.

"Estou ansioso para sentir o peso [da medalha]", disse o campeão olímpico.

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