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Polícia faz operação em 44 empresas de Istambul e prende executivos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A polícia da Turquia realizou operações simultâneas em 44 empresas de Istambul nesta terça-feira (16) e tinha mandados para prender 120 executivos de companhias, informou a agência estatal de notícias Anadolu.

A ação é parte do expurgo conduzido pelo presidente Recep Tayyip Erdogan após a tentativa de golpe de Estado no dia 15 de julho.

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Segundo a Anadolu, as empresas foram acusadas de dar apoio financeiro ao movimento do clérigo opositor Fetullah Gülen, exilado nos Estados Unidos e acusado por Erdogan de orquestrar o golpe -ele nega qualquer envolvimento e afirma que voltará à Turquia se uma investigação independente provar sua participação no golpe.

Duas das empresas citadas pela agência estatal como alvos da operação desta terça foram a rede de supermercados A101 e o grupo Afka Holdings, do setor de saúde e tecnologia.

Segundo a agência privada Dogan, o presidente da rede A101, Turgut Aydin, foi detido em sua casa na província de Trabzon, no nordeste da Turquia. Já a Anadolu afirmou que 50 funcionários do grupo Afka foram detidas, inclusive seu presidente.

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Erdogan prometeu no início deste mês cortar as fontes de receita dos negócios ligados a Gülen, descrevendo-os como "ninhos de terrorismo".

Também nesta terça-feira (16), promotores da cidade de Usak, no oeste da Turquia, pediram que Gülen receba duas sentenças de prisão perpétua mais 1.900 anos na prisão.

No indiciamento de 2.500 páginas aceito pela Corte de Usak, o clérigo e outros 111 suspeitos são acusados de transferir aos EUA fundos obtidos por meio de doações via empresas de fachada.

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EXPURGO

A tentativa de golpe na Turquia deixou mais de 240 mortos e deu largada ao extenso expurgo de milhares de suspeitos de relação com o ato.

O governo tem, no último mês, detido ou demitido militares, funcionários públicos e jornalistas. Na semana passada, o Ministério da Justiça afirmou que 16 mil haviam sido formalmente presos, enquanto outras 6.000 detenções eram processadas.

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A Turquia tem repetidamente criticado líderes ocidentais, em especial europeus, pelo que entende como falta de apoio ao país após a crise política de julho.

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