Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Ministério Público investiga se patrocínio à Rio-2016 tentou driblar fiscalização

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

ITALO NOGUEIRA

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Ministério Público Federal investiga se o patrocínio da Apex (Agência de Promoção de Exportações) firmado na véspera da abertura da Olimpíada foi uma forma de simular transferência de recursos públicos para o comitê organizador Rio-16 fugindo da fiscalização.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A procuradoria quer analisar o planejamento feito pela agência para explorar a imagem do evento. Para o procurador Sérgio Pinel, o repasse sem um plano de marketing descaracteriza o patrocínio de R$ 30 milhões acertado um dia antes da cerimônia de abertura.

"O contrato de patrocínio tem que indicar os benefícios para quem está patrocinando o evento. O fato de ter sido assinado muito em cima da hora faz com que o patrocinador não possa explorar todo o benefício que o patrocínio poderia gerar", afirmou Pinel.

Os patrocínios de empresas públicas não sofrem fiscalização. Por este motivo, o comitê organizador tem escolhido essa via para receber o apoio do governo federal para a realização do evento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A União se comprometeu em repassar cerca de R$ 150 milhões para cobrir o déficit do comitê organizador para organização da Olimpíada e Paraolimpíada. Para isso, o presidente interino Michel Temer tem tentado mobilizar estatais para patrocinar o evento --2013;a Apex foi a primeira a firmar o acordo.

Como a Folha revelou no sábado (13), a Justiça vetou o uso de recursos públicos da União e do município para o comitê. A decisão, mantida em segunda instância, não deixa claro se afeta também o patrocínio da Apex.

Pinel afirma que em audiência na Justiça Federal, advogados do comitê organizador disseram ter orientado a entidade a não usar a verba da Apex até que a questão seja esclarecida. Por contrato, R$ 20 milhões seriam repassado na segunda (15). À Justiça, o comitê disse que o bloqueio de verbas públicas comprometeriam a realização do evento. Para Pinel, trata-se de um "argumento catastrófico".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O valor se refere a menos de 4% do orçamento do comitê [de R$ 7,4 bilhões]. Até julho eles diziam à Justiça que não tinham déficit nenhum. Não houve nenhum evento extraordinário nesse meio tempo", afirmou o procurador.

A transferência de recursos públicos está condicionada à entrega de detalhes de gastos e receitas do comitê à Justiça, Ministério Público Federal e TCU (Tribunal de Contas da União). A Rio-16 ainda resiste em entregar detalhes. Afirma que os balanços financeiros anuais estão disponíveis na internet.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV