Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Tribunal rejeita prestação de contas da USP e vê irregularidades em salários

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SABINE RIGHETTI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo reprovou por unanimidade nesta terça-feira (16) as contas da USP (Universidade de São Paulo) do ano de 2013 -o último da gestão de João Grandino Rodas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

A votação teve base em um relatório que apontou irregularidades, por exemplo, nos salários e nos benefícios dos servidores da universidade. As falhas na prestação de contas renderam multa de R$ 23,5 mil a Rodas, ex-reitor.

Ainda de acordo com o documento, a USP não dispõe do custo anual de cada curso, contrariando a Lei de Responsabilidade Fiscal. A universidade pode entrar com um recurso nos próximos meses. Até a publicação desta reportagem, a USP não havia se pronunciado sobre a reprovação das contas.

De acordo o relator do processo, Sidney Estanislau Beraldo, a universidade "deve tomar imediatas e efetivas providências no sentido de sanar definitivamente as falhas anotadas, ciente de que a repetição poderá ensejar a reprovação das futuras contas, bem como a aplicação de multa."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O relatório de 98 páginas que embasou a votação aponta que houve o descumprimento do limite legal de 75% para comprometimento das despesas de pessoal em 2013. "O demonstrativo apresentado pela universidade (...) apresenta comprometimento de 105,50% das receitas oriundas do ICMS com despesa de pessoal e encargos", descreve o documento.

Contas reprovadas pelo TCU

Em 2013, a Lei Orçamentária Anual do Estado de São Paulo previa a despesa de pessoal e encargos sociais da USP no valor de R$ 3,1 bilhões. O valor executado, no entanto, foi de R$ 3,8 bilhões -22% acima do que estava previsto. O último orçamento divulgado da universidade, de 2014, foi de R$ 4,2 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Nos últimos exercícios, houve concessão de reajustes salariais em percentuais superiores aos índices da inflação, o que certamente contribuiu para agravar a situação relativa às despesas de pessoal da USP," descreve o documento.

De acordo com o relatório do TCE, 627 docentes da USP têm acúmulo de cargo na própria universidade ou no setor público. Para o auditor do TCE Samy Wurman, há uma "quantidade de falhas de gravidade elevada [nas contas de 2013]", diz. "Só as falhas na área de pessoal já seriam suficientes para macular as contas da universidade com despesas extrapolando os 75% do teto estadual."

Em artigo publicado na Folha de S.Paulo em 2015, João Grandino Rodas afirmou que nenhum reitor toma "decisões individuais" em relação aos incrementos salariais, que ele considerada "honesta" e com "realizações".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

EM QUEDA

O TCE também destacou que, apesar do aumento de gastos, a USP teve piora na qualidade de ensino, de acordo com rankings universitários internacionais. Para se ter uma ideia, a universidade passou de 158º lugar no mundo (em 2012) para o grupo de universidades entre 201º-250º (em 2015) no ranking THE (Times Higher Education).

"Não há um dia em que não se veja um professor da USP querendo salvar o país. Salvem a USP primeiro e, depois, salvem o país. Vocês já prestarão um grande serviço", disse o conselheiro Antonio Roque Citadini. "Falo tudo isso com muita tristeza porque sou aluno da USP, eu me formei na Faculdade de Direito."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

FAZENDA

O TCE recomendou ainda que as contas da USP sejam incluídas no chamado Siafem (Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios), da Secretaria da Fazenda, para tentar "resolver os seus problemas de orçamento".

A USP afirma, via assessoria de imprensa, que a universidade já cadastra suas contas no sistema. Essa não é a primeira vez que o órgão se debruça nas contas da maior universidade brasileira. Em 2014, o TCE reprovou as contas de 2008 da universidade por irregularidades.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV