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COI se recusa a homenagear Havelange e tem postura indiferente à morte

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CAMILA MATTOSO

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - O Comitê Olímpico Internacional adotou uma postura indiferente em relação à morte de João Havelange, membro por mais de cinquenta anos do quadro da organização.

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O também ex-presidente da Fifa teve atuação decisiva para garantir a vinda dos Jogos para o Rio de Janeiro. Foi nesse cargo que diversas investigações abalaram sua reputação, alvo de acusações de corrupção.

O COI se recusou a colocar a sua bandeira a meio mastro. A entidade disse ter aceitado um pedido do Comitê Rio-2016 para que as bandeiras brasileiras fiquem a meio mastro.

Em 2011, Havelange pediu para deixar o COI. O dirigente temia ser banido, já que o Comitê de Ética da entidade ameaçava passar um relatório sobre o caso para análise do Comitê Executivo. Havelange era investigado por supostamente ter recebido propina da ISL, empresa de marketing esportivo parceira da Fifa nos anos 90.

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Mark Adams, porta voz da entidade internacional, abriu a entrevista diária na sala de coletiva dos Jogos sem citar no nome de Havelange.

Mario Andrada, da comunicação do Rio-2016, falou rapidamente sobre o tema.

"O ex-presidente da Fifa morreu hoje [terça] de manhã com 100 anos. Havelange foi atleta de Olimpíada e presidente da confederação brasileira. Os nossos sentimentos vão para os familiares", disse.

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No site do COI, nenhuma nota oficial, na manhã desta terça. Os únicos comentários de dirigentes do comitê foram feitos após questionamentos de jornalistas.

"Nossos pensamentos estão com a família nesse momento triste. O COI aceitou um pedido do Rio-2016 de permitir que a bandeira brasileira fique a meio mastro durante este dia", está no texto de nota divulgada pelo COI.

Adams disse não saber da agenda do presidente Thomas Bach, se ele irá no velório e enterro de Havelange e não quis comentar sobre a bandeira do COI não ficar abaixada.

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