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Medalhista pede que políticos 'parem de brigar' e 'olhem para atletas'

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PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADO ESPECIAL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Medalhista olímpico de prata nesta terça-feira (16), o canoísta baiano Isaquias Queiroz, 22, aproveitou o holofote para fazer críticas à atuação dos entes públicos na condução do esporte brasileiro.

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Descoberto em uma ação social em sua cidade natal, Ubaitaba (BA), ele afirmou que o projeto foi encerrado e fez referências à crise política pela qual passa o país.

"Essa medalha tem muito significado para mim por isso. Foi um projeto desses que me revelou, e consegui a medalha olímpica. Se vocês puderem, tirem uma foto da medalha para mostrar a quem está no governo, no Planalto, para que parem de brigar entre si e olhem para a sociedade e para os atletas. O país é feito de atletas", afirmou.

"O esporte pode mudar a vida de jovens. Para mudar, tem de ter incentivo de quem está no governo. Espero que meu resultado, não só meu, mas de quem não é tão favorecido, ajude para que o governo possa confiar nos seus atletas", prosseguiu, citando também a judoca Rafaela Silva, ouro na semana passada.

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Entre dezembro de 2014 e maio deste ano, quatro ministros passaram pela pasta do Esporte (Aldo Rebelo, George Hilton, Ricardo Leyser e Leonardo Picciani). Também em maio, a presidente Dilma Rousseff (PT) foi afastada de seu cargo e substituída pelo interino Michel Temer (PMDB).

Além das dificuldades estruturais, o baiano também superou dois incidentes graves pelos quais passou: queimaduras no lado direito do corpo, em razão da queda de uma panela com água escaldante, ainda jovem, e a retirada de um rim após cair de uma árvore.

"É uma satisfação ganhar essa medalha após passar por tantas coisas em minha vida. Só tenho um rim, mas nunca usei isso para falar como desculpa. Foram várias coisas para me deixar desmotivado, mas isso nunca me abateu ou mexeu com psicológico. Na vida pessoal, todos têm dificuldades", afirmou.

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Muito assediado após ir ao pódio, Isaquias disse que foi "muito f..." lidar com a imprensa, já que nunca havia visto tamanha concentração.

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