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Governo Obama anuncia transferência de 15 prisioneiros de Guantánamo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Pentágono anunciou nesta segunda-feira (15) a transferência de 15 detentos da prisão de Guantánamo (Cuba) para os Emirados Árabes Unidos, no Oriente Médio. É a maior ação do gênero durante o governo de Barack Obama, que prometeu fechar a instalação quando assumiu a Presidência, em 2009. À época, havia 242 detentos na prisão na ilha cubana.

Foram transferidos 12 prisioneiros do Iêmen e três do Afeganistão. Segundo o Pentágono, 61 detentos permanecem em Guantánamo, aberta em janeiro de 2002 para abrigar radicais suspeitos de ligação com a milícia afegã Taleban e a organização terrorista Al Qaeda.

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Durante a gestão George W. Bush (2001-2009), foram transferidos 532 prisioneiros, a maioria com destino ao Afeganistão e à Arábia Saudita.

Os detentos realocados nesta semana estavam detidos na prisão sem acusação formal por 14 anos. Eles foram liberados pelo Conselho de Revisão Periódica, composto por representantes de seis agências governamentais dos EUA.

O enviado especial do Departamento de Estado americano para o fechamento de Guantánamo, Lee Wolosky, afirmou que os EUA são gratos aos Emirados Árabes por aceitar o grupo de 15 detentos.

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"A contínua operação da instalação enfraquece nossa segurança nacional ao drenar recursos, prejudica nossas relações com aliados-chave e fortalece extremistas violentos", disse Wolosky.

A diretora de direitos humanos do braço americano da Anistia Internacional, Naureen Shah, disse que a transferência anunciada nesta segunda é um "poderoso sinal de que o presidente Obama fala sério sobre fechar Guantánamo antes de deixar o cargo". O próximo presidente assumirá em janeiro de 2017.

Obama tenta fechar a prisão na ilha cubana desde que assumiu a Casa Branca, em janeiro de 2009. Enfrenta, porém, forte oposição do Congresso -de maioria republicana-, que proibiu a transferência de presos para os EUA. O democrata tem trabalhado com outros países para realocar detentos liberados para transferência.

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Segundo o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional, 5% dos prisioneiros liberados pela gestão Obama se envolveram novamente com atividades militantes; 8% são suspeitos de fazer o mesmo.

Os índices são melhores se comparados com os da gestão Bush, quando 21% voltaram a realizar ações militantes, e 14% eram suspeitos disso.

Os Emirados Árabes são um importante aliado militar dos EUA no Oriente Médio, sendo base para militares americanos que atacam posições do Estado Islâmico com bombardeios aéreos no Iraque e na Síria.

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