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Caças russos usam base iraniana para bombardear território do EI na Síria

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoygu, afirmou nesta terça-feira (16) que aviões militares do país decolaram de uma base no Irã para bombardear posições de extremistas do Estado Islâmico e da Frente al-Nusra na Síria. A Frente al-Nusra era o braço da Al Qaeda na Síria até o mês passado, quando anunciou um rompimento.

Os caças partiram no início da manhã desta terça da região de Hamedan, cerca de 280 quilômetros ao sudoeste da capital, Teerã. Foram alvo as províncias de Aleppo, Deir el-Zour e Idlib, no norte e leste sírio.

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De acordo com Shoygu, os ataques destruíram cinco grandes depósitos de munição do EI, três postos de comando e campos de treinamento.

Não há na história recente iraniana precedente para a permissão para uma potência estrangeira usar uma de suas bases para ataques. A Rússia também nunca utilizara o território de um país no Oriente Médio para suas operações na Síria, onde realiza bombardeios há quase um ano em apoio ao regime do presidente Bashar al Assad, que luta desde 2011 contra rebeldes apoiados internacionalmente.

O anúncio desta terça sugere uma cooperação de alto nível entre Moscou e Teerã, aliados-chave do presidente sírio.

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Desde a Revolução Islâmica, em 1979, a Constituição iraniana proíbe a instalação de qualquer base militar estrangeira no país. Nada impede, porém, que o Irã autorize outros países a usar um campo de pouso, por exemplo.

Na semana passada, bombardeios russos mataram ao menos 20 civis na cidade de Raqqa, considerada a capital do Estado Islâmico, de acordo com ativistas opositores de Assad.

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